Celebração da morte de Jesus
Muito tempo atrás, Deus revelou uma mensagem a um profeta. Deus disse que um dia as pessoas vão viver em harmonia com a natureza. Ninguém vai ficar doente. As famílias vão construir suas próprias casas, tirar seu sustento da terra e ficar muito satisfeitas com seu trabalho. — Isaías 11:6-9; 35:5, 6; 65:21-23.
Como podemos ter certeza que isso vai acontecer? Jesus fez milagres para mostrar às pessoas que o mundo inteiro vai ser bom assim. Ele também morreu por nós. Por causa da morte dele, a tristeza vai deixar de existir e todas as promessas de Deus vão se cumprir. A morte de Jesus foi tão importante que ele mandou seus discípulos se reunirem todos os anos para lembrar da morte dele. — Lucas 22:19, 20.
Pelo calendário usado nos tempos bíblicos, o dia da morte de Jesus vai cair neste ano na terça-feira, dia 11 de abril. As Testemunhas de Jeová convidam você para estar com elas nessa data e aprender como a morte dele pode ajudar você e sua família.
As Testemunhas de Jeová convidam toda a comunidade tarauacaense para estar presente a Celebração da morte de Cristo. 
Evento bíblico gratuito dia 11 de Abril, em dois horários:
18 às 19h ou das 19:40h às 20:40h
No Salão do Reino das Testemunhas de Jeová na entrada do Bairro Avelino Leal (Bairro Novo) 

Como se sentir bonita se você é uma mulher negra?* (Por Isna Fernanda)**

Por

A sociedade não foi construída para nós, não nos víamos nos meios midiáticos, a não ser em subempregos ou visões que reforçavam estereótipos raciais e de gênero (e preciso dizer que isso ainda acontece, e muito). Não tínhamos nem produtos para nossa beleza. A mulher negra foi posta como bonita muito recentemente e sendo a “negra bonita”, “beleza exótica”, “que samba”, “Vênus negra”…

Nossas histórias e legados foram jogados ao fogo da “civilização”, e já não podíamos ser quem somos, logo, recriaram nossa história, determinaram aonde devemos morar, trabalhar e como somos, o que somos. 

Nós, como mulheres negras, rompendo com os silenciamentos, precisamos falar sobre a solidão da mulher negra. “A branca para casar, a mulata para fornicar e a preta para trabalhar”. Pior, às “mestiças” foi dada a ideia de “boa na cama”. Nem afeto nos restou. A hipersexualização do corpo negro, oriunda do histórico escravizador (estupros dos senhores as mulheres escravizadas, como um dos exemplos), nos adoeceu e nos adoece. 

Não me enquadro no padrão europeu e nem do que foi construído como “mulher negra bonita” e hoje me sinto bem comigo mesma. Me sinto linda por ser eu e quem eu sou. É algo muito profundo, falar sobre estima, hoje eu me auto estimo. Mas foi só aos 14 anos de idade que comecei a usar meu cabelo solto. Foi há pouco tempo que percebi que cada um é lindo à sua maneira e pude me valorizar. E isso só veio a acontecer porque fui procurar minhas origens, valorizar as narrativas da minha cor.

Ainda estou na construção para usar turbante, e a prática de me enxergar, observar meus traços e aspectos é uma (des)construção própria e diária do racismo estrutural que fere, mata e que foi naturalizado por séculos, estando nos olhares, nas falas, nas formas de tratar o outro, na discriminação.

O silenciamento sobre nós é muito presente e constante, temos que seguir, uma subindo e puxando a outra. Se auto estime e estime quem mais você puder.

* Texto e foto publicados originalmente no perfil de Isna Fernanda (https://www.instagram.com/p/BkK-a4DDNKM/?igshid=peq03ge8raaw) no Instagram.

** Isna Fernanda é modelo, Miss Ultranational Acre (2020/2021), formada em nutrição pela Universidade Federal do Acre, produtora de conteúdo para a internet e, claro, uma mulher que inspira muito. Conheça mais em: <https://instagram.com/isnafernanda?igshid=50tdoh73dpul>.

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