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Regime cubano tenta conter insatisfação popular que se propaga na velocidade das redes sociais

Diante dos maiores protestos registrados em 27 anos contra o regime, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, convocou a população a uma reação para defender a Revolução Cubana da ação de “mercenários e contrarrevolucionários”. Não surtiu efeito. A adesão de manifestantes se estendeu espontaneamente por várias cidades e fez o presidente correr para San Antonio de los Baños, a 26 quilômetros de Havana, um dos focos da revolta de domingo, a fim de mobilizar partidários.

A terceira onda da pandemia do novo coronavírus, aliada à falta de medicamentos e alimentos e ao sistema de saúde à beira do colapso, castiga o país sem piedade. A despeito das denúncias de subnotificações, os casos se alastram em uma proporção assustadora: cerca de 7 mil infectados por dia, segundo dados oficiais, registrando a taxa de 1.300 para cada 100 mil habitantes.

O governo descartou a proposta de criar um corredor humanitário em Cuba, sob o argumento de que a imagem do caos no sistema de saúde – a vitrine do regime — faz parte de uma campanha orquestrada no exterior e que não corresponde à realidade.

Se pandemia e escassez foram o motor propulsor para encher as ruas no domingo, gritos por liberdade e pelo fim do regime ecoaram fortemente nos protestos. Manifestantes cantaram trechos de “Patria y vida”, o rap que virou o hino da insatisfação cubana e contesta o mantra “Pátria e morte”, entoado por Fidel.

Por G1

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