Celebração da morte de Jesus
Muito tempo atrás, Deus revelou uma mensagem a um profeta. Deus disse que um dia as pessoas vão viver em harmonia com a natureza. Ninguém vai ficar doente. As famílias vão construir suas próprias casas, tirar seu sustento da terra e ficar muito satisfeitas com seu trabalho. — Isaías 11:6-9; 35:5, 6; 65:21-23.
Como podemos ter certeza que isso vai acontecer? Jesus fez milagres para mostrar às pessoas que o mundo inteiro vai ser bom assim. Ele também morreu por nós. Por causa da morte dele, a tristeza vai deixar de existir e todas as promessas de Deus vão se cumprir. A morte de Jesus foi tão importante que ele mandou seus discípulos se reunirem todos os anos para lembrar da morte dele. — Lucas 22:19, 20.
Pelo calendário usado nos tempos bíblicos, o dia da morte de Jesus vai cair neste ano na terça-feira, dia 11 de abril. As Testemunhas de Jeová convidam você para estar com elas nessa data e aprender como a morte dele pode ajudar você e sua família.
As Testemunhas de Jeová convidam toda a comunidade tarauacaense para estar presente a Celebração da morte de Cristo. 
Evento bíblico gratuito dia 11 de Abril, em dois horários:
18 às 19h ou das 19:40h às 20:40h
No Salão do Reino das Testemunhas de Jeová na entrada do Bairro Avelino Leal (Bairro Novo) 
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    Alas do PT pressionam governo Lula por sanções a Israel

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    Enquanto o conflito na Faixa de Gaza se estende por quase dois anos, o rastro de sangue no Oriente Médio começa a respingar na base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Atualmente, o petista enfrenta pressões, inclusive de alas do próprio partido, para que o Brasil se posicione de forma mais enérgica contra o governo de Israel.

    Tensão cada vez maior

    Na visita oficial que fez a França nesta semana, o presidente brasileiro voltou a enfrentar cobranças sobre respostas contra as ações israelenses no enclave palestino. Por meio de uma carta assinada por 12 mil brasileiros, entre eles políticos, personalidades e ativistas, Lula recebeu um pedido: sancionar o país comandado por Benjamin Netanyahu, o que incluiria um rompimento nas relações diplomáticas entre Brasília e Tel Aviv. 

    Organizada pelo movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), o documento pede, além do fim das relações diplomáticas e comerciais, um embargo militar contra Israel. Para ativistas ligados à causa dos palestinos, isso seria uma continuidade de um rebaixamento que vem acontecendo desde o início do terceiro governo Lula.

    “Lula escalou as declarações contra Israel. Enquanto esteve na presidência do Conselho de Segurança da ONU, o Brasil tentou mediar um cessar-fogo em Gaza. O governo brasileiro cancelou uma licitação com uma empresa israelense sobre a compra de veículos blindados. Estamos sem embaixador em Israel há mais de um ano. O acúmulo de decisões assim conta”, disse o presidente da Federação Árabe Palestina (Fepal), Ualid Hussein Ali Mohd Rabah, ao Metrópoles.

    Diante do contexto e do “rebaixamento tácito” da relação diplomática, Ualid Russein defende que é preciso evoluir para um rompimento, “até o fim do genocídio na Faixa de Gaza ou a solução de dois Estados”.

    Entre os apoiadores de tais medidas, estão figuras ligadas ao Partido dos Trabalhadores (PT), como os parlamentares Luiza Erundina (PT-SP), Reimont (PT-RJ), Jeferson Fernandes (PT-RS), entre outros.

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    Palestinos na Faixa de Gaza

    Hani Alshaer/Anadolu via Getty Images2 de 5

    Manifestantes no norte de Gaza

    Reprodução/ Redes sociais3 de 5

    Local alvo de ataque em Gaza

    Reprodução/X4 de 5

    Pessoas voltam para suas casas em meio à destruição de Gaza pós-cessar-fogo

    Ali Jadallah/Anadolu Agency via Getty Images)5 de 5

    Um veículo da ONU e moradores palestinos são vistos em uma área fortemente destruída de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza

    Getty Images

    Pressão no PT

    Há vozes dentro do PT que defendem uma postura mais enérgica do governo brasileiro contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Apesar disso, parlamentares reconhecem as dificuldades enfrentadas pelo Palácio do Planalto para romper relações diplomáticas com o Estado israelense.

    Uma das medidas sugeridas é a suspensão da venda de armas e munições ao país. Segundo o portal de estatísticas do comércio externo do Brasil (Comexstat), as exportações brasileiras para Israel somaram US$ 725,1 milhões em 2024, dos quais US$ 1,37 milhão correspondem à venda de armamentos e munições.

    O deputado federal Nilto Tatto (PT-SP) defende o isolamento do governo israelense, a exemplo do que aconteceu com a África do Sul durante o apartheid, período marcado por segregação racial entre negros e brancos.

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    “O Brasil mantinha relações comerciais, inclusive na área de armamentos. Esse é o tipo de comércio que pode ser interrompido. O país pode suspender exportações estratégicas e se posicionar nos espaços multilaterais”, afirmou o parlamentar.

    Tatto reforça que medidas concretas, adotadas por diferentes países, ajudaram a pressionar o regime sul-africano. “Foi assim que se começou a desmontar o apartheid. Um dos primeiros boicotes foi na área do esporte. Esse tipo de atitude, somada a iniciativas em várias partes do mundo, teve impacto real”, finalizou.

    “Não é ideológico, é humanitário”

    O deputado Rogério Correia (PT-MG) acredita que é necessário que o Brasil corte relações com Israel e apoia o documento assinado por personalidades e entidades políticas e sociais.

    “Não é um problema ideológico hoje; é uma questão humanitária. Extrapolou de tudo. O que está acontecendo lá é de indignar qualquer um. Então, mesmo com os problemas que isso possa dar de relações comerciais, etc., a questão humanitária ficou tão relevante que, na minha opinião, o governo deveria, sim, cortar relações com o Netanyahu”, defende Rogério Correia.

    O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) concorda com a proposta de pressão internacional, mas pontua que Lula tem dificuldade para romper com Israel, diante da longa relação histórica entre os dois países.

    “Na minha opinião, há elementos para romper. Mas é preciso avaliar as consequências. Uma ruptura afeta interesses econômicos, comerciais e culturais. Temos muitos brasileiros de origem judaica que não se identificam com as ações de Netanyahu”, argumentou.

    Chinaglia complementa pontuando a necessidade de que outras nações se manifestem em relação às incursões militares de Israel contra o território palestino. Ele cita, por exemplo, a diferença de tratamento dada pela Europa em relação à Guerra na Ucrânia.

    “Essa questão precisa ser levada a fóruns internacionais. A Europa, por exemplo, se cala diante do que acontece com os palestinos, mas reagiu com firmeza à invasão da Ucrânia. Não estou fazendo julgamento, mas a defesa de um povo que está sendo dizimado é muito mais tímida nesse caso”, concluiu.

    Reunião na Espanha

    Em maio, a Espanha recebeu representantes de 20 países para discutir a criação de um Estado palestino. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participou do encontro e chamou de “massacre” o que está acontecendo na Faixa de Gaza. “Na verdade, ninguém poderá alegar desconhecimento sobre as atrocidades em curso, transmitidas diariamente ao vivo pelos meios de comunicação.”

    Na mesma ocasião, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares Bueno, propôs a adoção de um embargo à venda de armas para Israel. A medida visa pressionar o primeiro-ministro israelense a pôr um freio nos ataques contra o território palestino.

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