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    Balanço: 255 escolas do DF tiveram 100% de paralisação nesta 2ª feira

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    A Secretaria de Educação fez um balanço referente ao primeiro dia de greve dos professores da rede pública de ensino do Distrito Federal. De acordo com a pasta, 255 das 713 unidades escolares tiveram 100% das aulas suspensas.

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    Primeiro dia de greve dos professores

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    Secretaria de Educação do Distrito Federal vai avaliar quantidade de professores que aderiram ao movimento

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    Aviso de greve no portão da Escola Classe (EC) 308 Sul

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    Escola Classe 308 Sul

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    Informativo de greve dos professores na Escola Classe 106 Norte

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    Em escolas visitadas pelo Metrópoles, ao menos 80% dos educadores aderiram à greve

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    Justiça do Distrito Federal cobrará multa de R$ 1 milhão em caso de manutenção do movimento paredista

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    A Secretaria de Educação do DF destacou o fato de 458 escolas manterem as aulas — mesmo que em regime reduzido — e afirmou que, nesta terça-feira (3/6), algumas das 255 unidades que tiveram 100% de paralisação voltarão a ter aulas.

    O número de professores que aderiram à greve ainda é apurado pela pasta junto às regionais de Ensino.

    Corte de ponto a partir desta 3ª

    Sobre a multa diária de R$ 1 milhão ao Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) e o corte de ponto de frequência dos professores estão aderindo à greve, medidas determinadas pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) na última quinta-feira (29/5), a Secretaria confirmou que a pasta cumprirá as medidas.

    Os cortes nos pontos de frequência serão aplicados a partir desta terça-feira (3/6), coforme prevê a decisão judicial. Os professores que faltaram às aulas nesta segunda-feira (2/6) terão o dia descontado.

    O Sinpro-DF recorreu da medida judicial, mas o TJDFT manteve a decisão no fim da tarde de sábado (31/5).

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    Reivindicação

    Segundo o Sinpro-DF, os educadores cobram reajuste salarial de 19,8% e reestruturação do plano de carreira. A paralisação é por tempo indeterminado.

    Confira as reivindicações:

    • Reajuste de 19,8%;
    • Reestruturação do plano de carreira;
    • Diminuição do tempo para chegar ao topo da tabela salarial; e
    • Pagamento do dobro do percentual de titulação atualmente aplicado para professores ou orientadores educacionais com especialização, mestrado e doutorado. Hoje, esses percentuais são, respectivamente, de 5%, 10% e 15% sobre o vencimento básico.

    O sindicato argumentou que a categoria tenta negociar com o governo desde o início deste ano. No entanto, em 21 de maio, o Executivo local teria informado que não apresentaria qualquer proposta.

    Em nota enviada ao Metrópoles, na sexta-feira (30/5), a Secretaria de Educação do DF informou que a desembargadora relatora recebeu representantes da Procuradoria-Geral do DF (PGDF) e o advogado do Sinpro-DF, que propôs suspender a greve caso o governo aceitasse reabrir a negociação.

    “O GDF aceitou a proposta, mas, na sequência, o sindicato apresentou novas exigências, inviabilizando o acordo naquele momento”, disse.

    A pasta citou conquistas da categoria nos últimos anos, como:

    • Reajuste salarial de 18%, com a última parcela prevista para julho de 2025;
    • Incorporação da Gratificação de Atividade Pedagógica (Gaped) e Gratificação de Atividade de Supervisão e Orientação Educacional (Gase) ao vencimento básico;
    • Revisão de benefícios, como auxílio-alimentação e saúde;
    • Concursos públicos e nomeações desde 2019.
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