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Home»Brasil»Justiça afasta PMs da Rota envolvidos em morte de policial civil
Brasil

Justiça afasta PMs da Rota envolvidos em morte de policial civil

Por Metrópoles17 de julho de 20253 Mins Read
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Justiça afasta PMs da Rota envolvidos em morte de policial civil
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Os policiais militares Marcus Augusto Costa Mendes e Robson Santos Barreto, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), foram afastados cautelarmente da corporação pelo prazo inicial de 90 dias. A decisão, desta quinta-feira (17/7), é da juíza Isabel Begali Rodrigues, da 3ª Vara do Júri do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

Os dois estão envolvidos na ocorrência que levou à morte do policial civil Rafael Moura, de 38 anos. O agente foi baleado pelo sargento Mendes em uma viela no Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, na última sexta (11/7). Ele ficou internado em estado gravíssimo no Hospital das Clínicas, mas não resistiu, e morreu nessa quinta (16/7).

Barreto não atirou, mas foi afastado junto de Mendes porque participou com ele de outra ocorrência de resultado letal a 500 metros de onde Moura foi baleado, apenas um mês antes.

“Muito embora o investigado Robson Santos Barreto não tenha efetuado disparos na ocorrência em tela, ao que se extrai dos elementos de informação colhidos até o momento, verifica-se que esteve recentemente envolvido, juntamente com o co-investigado, em outra ocorrência com abordagem semelhante, que também resultou em morte, a revelar padrão de conduta temerária que pode colocar em risco a segurança da população”, afirmou a juíza na decisão.

Ainda segundo o ato da magistrada, os dois PMs são investigados por homicídio qualificado, na forma tentada e consumada, contra os policiais civis Marcos Santos de Sousa, que levou um tiro de raspão, e Rafael Moura da Silva, atingido por três projéteis.

Nessa quinta, após a confirmação da morte de Moura, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) anunciou o afastamento do sargento que disparou para “acompanhamento psicológico”, o que é protocolo da PM, segundo a pasta. Até então, o praça ainda estava nas ruas.

3 imagensO policial civil Rafael Moura morreu nesta quarta (16/7)Rafael Moura tinha 38 anosFechar modal.1 de 3

Material cedido ao Metrópoles2 de 3

O policial civil Rafael Moura morreu nesta quarta (16/7)

Arquivo pessoal3 de 3

Rafael Moura tinha 38 anos

Reprodução

Policial civil é velado em SP

  • Rafael Moura foi velado nesta quinta. Um cortejo, saído da Academia da Polícia Civil, na zona oeste da capital paulista, levou o corpo do investigador até o Cemitério da Saudade, em Taboão da Serra, na região metropolitana.
  • Um primo dele questionou a ação do batalhão de elite durante o velório, questionando se matar é padrão da corporação.
  • O velório contou com a presença de familiares, amigos e colegas de trabalho de Rafael Moura.
  • Em um determinado momento, policiais do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (GARRA), grupo especializado do Departamento de Operações Políciais Estratégicas (DOPE) da Polícia Civil fizeram uma salva de tiros para homenagear o agente.
  • Na cerimônia, também compareceram figuras importantes da corporação como o deputado Delegado Olim (PP), a diretora da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil, Raquel Gallinati, e o Secretário Executivo da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves. Além deles, estudantes da Academia de Polícia, a Acadepol, acompanharam o cortejo.
  • De férias, o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, não foi no velório de Rafael Moura. Derrite, no entanto, se manifestou pelas redes sociais lamentando a morte do agente.

 

Fonte:
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