Close Menu
  • Início
  • Polícia
  • Política
  • Esportes
  • Colunas
    • Opinião Jurídica – com Dr. Levi Bezerra
  • Jornais Locais
  • Contato
  • Mais
    • Tarauacá
    • Jordão
    • Feijó
O que está em alta

Mãe de Lucas Lucco revela condição de saúde e faz relato emocionado

Passageiros indisciplinados: companhias registram mais de 1.700 casos

Cavalo da PM perde controle e “atropela” foliões no Carnaval de Recife. Veja o vídeo

Facebook X (Twitter) Instagram
domingo, fevereiro 15
Facebook X (Twitter) Instagram
Portal Estado do Acre Notícias
  • Início
  • Polícia
  • Política
  • Esportes
  • Colunas
    • Opinião Jurídica – com Dr. Levi Bezerra
  • Jornais Locais
  • Contato
  • Mais
    • Tarauacá
    • Jordão
    • Feijó
Portal Estado do Acre Notícias
Home»Brasil»Visibilidade trans: mudanças de gênero crescem 330% em 5 anos no DF
Brasil

Visibilidade trans: mudanças de gênero crescem 330% em 5 anos no DF

Por Metrópoles7 de julho de 20257 Mins Read
Compartilhar Facebook Twitter WhatsApp Email Copy Link Telegram
Siga-nos
Google News
visibilidade-trans:-mudancas-de-genero-crescem-330%-em-5-anos-no-df
Visibilidade trans: mudanças de gênero crescem 330% em 5 anos no DF
Compartilhar
Facebook Twitter Email Copy Link WhatsApp

Em 2016, a assistente social e militante transfeminista Lucci Laporta, 32 anos, enfrentou uma longa e burocrática jornada para retificar o nome no registro civil. À época, a transexualidade ainda era tratada como transtorno mental, e o processo exigia laudos médicos, perícias e autorização judicial, uma realidade bem diferente da que existe hoje.

O número de pessoas que alteraram nome e gênero diretamente em cartórios no Distrito Federal cresceu 330% entre 2019 e 2024. Enquanto há seis anos foram registradas apenas 39 retificações, em 2024 esse número saltou para 168, refletindo maior acesso aos direitos da população trans e não-binária.

Leia também
  • Na Mira

    DF: homem é agredido a cadeiradas por estar acompanhado de transexual
  • Brasil

    AGU não vai recorrer sobre aposentadoria de mulher transexual da FAB
  • Fabio Serapião

    MPF aciona CFM na Justiça por limitação a atendimento de pessoas trans
  • Brasil

    Com 105 mortes em 2024, Brasil é o país que mais mata pessoas trans

Dados consolidados pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) também apontam que 70 mudanças de gênero já foram registradas nos primeiros cinco meses de 2025 no DF.

Para conseguir fazer a retificação dos documentos, a assistente social participou de um mutirão da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF). Em um primeiro momento, Lucci foi orientada a mudar apenas o nome.

“Eu estava bem no começo da minha transição. O juiz da Vara de Registros era mais propenso a deferir o pedido do que qualquer outro juiz da Vara de Família, porque quando você troca o gênero, o processo é direcionado para essa outra vara”, conta.

Após conseguir a autorização na Justiça, ela começou a peregrinação para mudar o nome na certidão de nascimento, na identidade e na Receita Federal. Em 2018, o processo se repetiu para trocar o gênero nos documentos.

Dessa vez, o juiz que analisou o pedido dela pediu que passasse por uma psicóloga do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). A assistente social avalia que o processo foi constrangedor e vagaroso.

“A gente tinha que falar da nossa infância, quando que começou a gostar de boneca e a se sentir menina, como se nossas experiências fossem todas padronizadas, e até as mulheres cisgênero tivessem que gostar de boneca”, relembra.

Veja o relato da Lucci:

 

Mudança regulamentada em cartório

Hoje, a mudança de nome e gênero nos documentos é possível sem a necessidade de ação judicial. Qualquer pessoa com mais de 18 anos pode requerer a adequação de sua certidão de nascimento ou casamento à identidade autopercebida.

Desde 2018, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o pedido para a realização da mudança de prenome e gênero pode ser realizado diretamente em um dos mais de sete mil cartórios de registro civil do país. Na retificação, é possível alterar somente o prenome, somente o gênero ou ambos.

Para quem é menor de idade, o procedimento só é feito judicialmente. A ação é feita com base na autonomia da pessoa, não sendo necessária a efetivação da cirurgia de redesignação sexual. Todavia, apesar das mudanças, o trâmite de mudança no registro civil ainda é caro e burocrático, o que dificulta o acesso para uma grande parcela da população trans do país.

O processo legal de alteração do nome implica na cobrança de diversas taxas. Após esta etapa, ainda é preciso pagar pela emissão da segunda via de diversos documentos oficiais como era o caso, no Distrito Federal, da carteira de identidade.

Na capital do país, desde 2023, a Lei Complementar nº 1.024/2023, de autoria do deputado Fábio Felix (PSol), isenta as pessoas transexuais e travestis do pagamento pela segunda via do documento de identidade civil.

“Renascimento”

O servidor público da Defensoria Pública do DF (DPDF), Rudá Nunes Alves, 38 anos, passou pelo processo de mudança de nome e gênero no cartório em 2018. Atualmente, ele é referência no Ofício da Diversidade LGBTQIAPN+ do Núcleo de Direitos Humanos.

De acordo com ele, o procedimento demorou cerca de três meses para se concretizar. “O processo demorou um pouco, já que nasci no interior do Piauí. Nesses casos, o cartório de Brasília precisa se comunicar com o cartório [do local] em que eu nasci para realizar a averbação. O trâmite é complexo, são ao menos 12 certidões e diversos documentos que precisam ser apresentados”, detalha.

Para ele, não ter que justificar a divergência nos documentos e, principalmente, não ter a identidade trans exposta todas as vezes que precisava se identificar impactou positivamente na vida dele.

“Simbolicamente, representa o meu renascimento. Diversas vezes, as pessoas se utilizam da ausência da retificação para negar o reconhecimento dos nossos nomes, identidades e direitos”, comenta.

Rudá avalia que um dos mais importantes avanços na legislação seria uma lei de identidade de gênero que vise garantir o direito à identidade de gênero e facilite a alteração de nome e gênero nos documentos de pessoas trans.

“No que se refere ao atendimento à população trans é imprescindível que haja cursos de formação continuada obrigatórios para servidores públicos em direitos da população LGBTQIAPN+ em todas as áreas de atuação de forma a garantir o atendimento humanizado e sem discriminação a população trans”, enfatiza.

2 imagensFechar modal.1 de 2

Imagem cedida ao Metrópoles2 de 2

Imagem cedida ao Metrópoles

“Identidade respeitada no papel”

O estudante Marco Lucca Nunes Rodrigues, 27 anos, decidiu buscar a retificação quando já se reconhecia plenamente como um homem trans. “Viver com documentos que me desrespeitavam era um peso desnecessário. Não era só uma questão burocrática, era sobre respeito e segurança. Quis que minha documentação refletisse quem eu sou de verdade”, comenta.

Nascido e criado em Brasília, ele conviveu com uma realidade onde ser quem era nem sempre foi permitido, pois veio de uma família católica e conservadora. Aos 18 anos, foi expulso de casa por causa da sua identidade de gênero.

Em 2018, Marco deu entrada no processo de alteração de nome e gênero no cartório com apoio do Centro de Referência Especializado da Diversidade Sexual, Religiosa e Racial (Creas). De acordo com ele, depois que reuniu os documentos e entrou com o pedido, levou exatamente quatro dias úteis para a nova certidão ficar pronta.

“Foi uma libertação. A retificação simbolizou o fim de um ciclo de um nome que não mais me representava e o início de um onde minha identidade é respeitada no papel. Verem um nome que não condiz com sua identidade é um gatilho constante de vergonha e invisibilidade”, reflete.

Marco conta que a retificação lhe abriu portas e transmitiu maior segurança para ele. “Evitei situações constrangedoras e me sinto muito mais confortável em entrevistas, atendimentos e até em novas relações pessoais que eu não preciso ficar me explicando, sem antes saber se a outra pessoa pode ser transfóbica ou não”, comenta.

3 imagensFechar modal.1 de 3

Imagem cedida ao Metrópoles2 de 3

Imagem cedida ao Metrópoles3 de 3

Imagem cedida ao Metrópoles

Como fazer a mudança de nome e gênero em cartório?

Para a alteração de nome e gênero, é necessário apresentar todos os documentos pessoais, comprovante de endereço e certidões dos distribuidores cíveis e criminais (estaduais e federais) dos últimos cinco anos, além das certidões de execução criminal, dos Tabelionatos de Protesto e da Justiça do Trabalho. Após análise documental, o oficial de registro realiza uma entrevista com a pessoa interessada.

A Arpen-Brasil disponibiliza uma cartilha completa com orientações para o público. Clique aqui para acessar.

Não é necessário laudo médico ou psicológico para a realização do ato. Eventuais apontamentos nas certidões não impedem a mudança, cabendo ao Cartório comunicar os órgãos competentes sobre a alteração realizada.

A emissão dos demais documentos (como RG e CPF) deve ser solicitada diretamente aos órgãos responsáveis.

Fonte:
Follow on Google News
Compartilhar. Facebook Twitter Email Copy Link WhatsApp
Artigo anteriorGoverno gastou R$ 16,4 bi em pagamentos de BPC indevidos desde 2019
Próximo artigo Discurso de Tarcísio em evento de Gilmar desagrada a Bolsonaro

Postagens relacionadas

Mãe de Lucas Lucco revela condição de saúde e faz relato emocionado

15 de fevereiro de 2026

Passageiros indisciplinados: companhias registram mais de 1.700 casos

15 de fevereiro de 2026

Cavalo da PM perde controle e “atropela” foliões no Carnaval de Recife. Veja o vídeo

15 de fevereiro de 2026
Últimas publicações

Mãe de Lucas Lucco revela condição de saúde e faz relato emocionado

Passageiros indisciplinados: companhias registram mais de 1.700 casos

Cavalo da PM perde controle e “atropela” foliões no Carnaval de Recife. Veja o vídeo

Domingo Ela Não Vai completa 10 anos com muito axé no centro de SP

Posts em alta
Facebook WhatsApp Instagram

News

  • World
  • US Politics
  • EU Politics
  • Business
  • Opinions
  • Connections
  • Science

Company

  • Information
  • Advertising
  • Classified Ads
  • Contact Info
  • Do Not Sell Data
  • GDPR Policy
  • Media Kits

Services

  • Subscriptions
  • Customer Support
  • Bulk Packages
  • Newsletters
  • Sponsored News
  • Work With Us

Subscribe to Updates

Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

© 2026 Estado do Acre Notícias. Projetado por TupaHost.
  • Política de Privacidade

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.