A Sabesp terá que diminuir o volume de água retirado do Sistema Cantareira imediatamente. A medida foi determinada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), que gerenciam juntas o Cantareira, por causa do baixo nível em que se encontra o reservatório.
Com isso, o volume autorizado de retirada de água do Cantareira sai dos atuais 31 metros cúbicos por segundo (m³/s), permitidos em agosto, e vai para 27 m³/s, em setembro. Uma economia, portanto, de 4m³/s. A média mensal de volume retirado do reservatório neste mês pela Sabesp estava em 30,55 m³, segundo boletim divulgado pela companhia.
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Sistema Cantareira, responsável por abastecer a Grande SP
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Sistema do Cantareira
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Sistema Cantareira, responsável por abastecer a Grande SP
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Sistema Cantareira é responsável por fornecimento em São Paulo
Reprodução/ TV Globo
A redução no limite máximo de retirada de água segue as regras definidas por uma resolução conjunta criada após a crise hídrica de 2014. O documento aponta qual o volume permitido de retirada de água de acordo com o total de água acumulada nos reservatórios.
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Entenda os limites
- No caso do Cantareira, quando o volume acumulado for igual ou maior que 30% e menor que 40%, a situação é considerada de “alerta” e a retirada de água deve seguir o limite máximo de 27 m³/s. Nesta sexta-feira (29/8), o volume do reservatório está em 35%.
- A resolução tem outras duas faixas mais “críticas” e duas mais “leves”. O melhor cenário (faixa 1), quando o volume acumulado é igual ou maior que 60%, permite que sejam retirados 33 m³/s.
- A faixa 2, considerada de “atenção”, é quando o volume é igual ou maior que 40% e menor que 60%, e permite a retirada de 31m³/s. Em agosto, era esta a faixa em vigor.
- As mais críticas são as faixas 4, nomeada de “restrição”, e 5, apelidada de “especial”. No primeiro caso, a retirada é limitada a 23 m³/s e acontece quando o volume fica igual ou maior que 20% e menor que 30%. Já a faixa especial, quando o volume é menor do que 20%, restringe a retirada a 15,5 m³/s.
Nesta semana, a Sabesp anunciou redução na pressão da água enviada aos consumidores durante o período da noite, seguindo uma determinação da Arsesp, como medida preventiva, para evitar uma crise no abastecimento. A medida começou nessa quarta-feira (27).
Como mostrou o Metrópoles, o volume total dos sete reservatórios de água que abastecem a região metropolitana de São Paulo apresentaram o menor índice para esta época, 38%, desde a crise hídrica de 2015, quando marcaram 11,4%, segundo a Sabesp.