A três dias do início do julgamento do núcleo 1 da trama golpista que visava manter Jair Bolsonaro (PL) no poder, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido de revogação de prisão feito pela defesa do general Walter Souza Braga Netto.
Em despacho nessa quinta-feira (28/8), Moraes deu cinco dias para a PGR dizer se é contra ou a favor da soltura do general.
No pedido, os advogados de Braga Netto argumentam que “não há absolutamente nenhuma razão idônea que embase um tratamento diverso ao general Braga Netto, evidenciando que a manutenção de uma medida cautelar mais severa a ele – a mais severa de todas – é inadmissível”.
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Braga Netto em depoimento
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O general Braga Netto foi preso no âmbito da investigação sobre trama para impedir que Lula tomasse posse
Fernando Frazão/ Agência Brasil3 de 3
O general Braga Netto
Igo Estrela/Metrópoles
Esta é a terceira vez que o advogados tentam soltar Braga Netto. Os outros dois pedidos foram negadas pela PGR e por Moraes.
Ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, o general Walter Braga Netto está preso desde dezembro por decisão de Moraes.
Ele é acusado de tentar interferir na delação do tenente-coronel Mauro Cid e de ter atuado como um dos articuladores do plano golpista que visava impedir a posse de Lula.
Julgamento
Para o julgamento do chamado “núcleo crucial” da suposta trama golpista, o presidente da Primeira Turma do Supremo, ministro Cristiano Zanin, convocou sessões extraordinárias para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro de 2025, das 9h às 12h, além de uma sessão extraordinária no dia 12, das 14h às 19h.
O magistrado também convocou sessões ordinárias para os dias 2 e 9 de setembro, das 14h às 19h.