Quem nunca esqueceu onde deixou a chave de casa ou perdeu o raciocínio no meio de uma conversa importante? Os lapsos de memória e a dificuldade de concentração são mais comuns do que se imagina. A boa notícia é que pequenos ajustes na alimentação e escolhas estratégicas do cardápio podem ajudar. Entre as “soluções naturais”, um vegetal verde-escuro de sabor levemente amargo desponta como um poderoso aliado: o espinafre.
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Entenda
- Segundo a nutricionista clínica Sabina Donadelli, especialista em emagrecimento saudável e longevidade, esse vegetal é um dos mais completos quando o assunto é saúde cerebral.
- Ela destaca que o espinafre é rico em vitaminas do complexo B, vitamina K, folato, ferro, magnésio e antioxidantes quem juntos, melhoram o funcionamento dos neurônios.
- Um dos grandes diferenciais do espinafre está nos nitratos naturais, que ajudam a dilatar os vasos sanguíneos e favorecem o aumento do fluxo de oxigênio para o cérebro.
- De acordo com a expert, são esses mecanismos que sustentam funções como clareza mental, foco, e vitalidade cognitiva; e podem até reduzir o risco de declínio cognitivo ao longo dos anos.
Conheça o papel do vegetal na melhora da memória, foco e concentração
O espinafre é um ótimo aliado para a saúde do cérebro
Outro componente do espinafre que o torna um aliado poderoso para a saúde do cérebro é a rica presença de luteína do vegetal — responsável pelo pigmento verde que atua como um verdadeiro protetor do cérebro.
De acordo com Sabina, a luteína tem ação antioxidante, combatendo os radicais livres que danificam os neurônios. O composto ainda ostenta efeito anti-inflamatório, reduzindo processos que comprometem a memória e a concentração.
“A luteína se acumula em áreas estratégicas do cérebro, como o córtex frontal, responsável pela atenção e planejamento; e o hipocampo, ligado diretamente à memória. Pessoas com maior concentração de luteína apresentam melhor velocidade de processamento de informações e maior flexibilidade cognitiva”, destaca a especialista.
A expert em longevidade ainda recomenda combinar o espinafre com fontes de gordura saudável, como azeite, abacate ou castanhas, para potencializar a absorção da luteína no organismo.
Nutrientes que fortalecem o cérebro
Sabina também chama a atenção para o bom aporte de vitamina K do vegetal, responsável por auxiliar na proteção das membranas celulares, podendo, inclusive, ter um papel contra doenças neurodegenerativas, como a demência.
“O folato ou vitamina B9 presente no alimento representa um ganho para a saúde. Ele é essencial para a produção de neurotransmissores e regulação da homocisteína, um aminoácido produzido no corpo que, em excesso, se torna prejudicial, pois danifica as paredes das artérias e aumenta o risco de coágulos sanguíneos”, destaca Sabina.
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O espinafre é fonte de magnésio
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Combinar o espinafre com fontes de gordura saudável, como azeite, potencializa a absorção de luteína no organismo
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O vegetal é um importante aliado para a concentração por conta do bom aporte de ferro
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Outro ponto positivo de incluir o alimento na dieta está relacionado à melhora da sensação de fadiga e, como dito anteriormente, aos eventuais lapsos de memória. Um dos responsáveis por colocar a “cabeça no lugar”, segundo Sabina, é a rica presença de ferro no espinafre.
“A clorofila é outro composto que auxilia na saúde do órgão, uma vez que contribui para a desintoxicação celular e mantém a vitalidade do corpo e da mente”, complementa.
Nutri aponta a melhor forma de incluir o espinafre no dia a dia
Quando se trata do consumo, a especialista recomenda incluir uma porção diária de espinafre — cerca de uma xícara de folhas cruas ou meia xícara cozida. “O vegetal pode ser usado em saladas, sopas, refogados, omeletes, tortas e até em molhos, desde que preparado de forma leve para preservar seus nutrientes”, sugere Sabina.
O vegetal é versátil e pode ser utilizado em diversas receitas
Embora o vegetal seja indicado para a grande maioria das pessoas, Sabina reforça que aqueles que apresentam tendência à formação de pedras nos rins devem ter orientação profissional, devido à presença de oxalatos no espinafre.
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