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Eduardo Bolsonaro: “Lula deveria deixar delegação esperando Trump”

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Eduardo Bolsonaro: “Lula deveria deixar delegação esperando Trump”

Em entrevista ao Contexto Metrópoles na tarde desta sexta-feira (29), deputado Eduardo Bolsonaro sugeriu que o governo brasileiro mande uma comissão para ficar aguardando disponibilidade de agenda da administração de Donald Trump.

“Vou dar o exemplo de um país que conseguiu resolver a questão tarifária: o Japão. O Japão montou uma comitiva, enviou para a capital americana, e ficou à espera de agenda. E não como o lula, que fica pensando ‘ah, será que o Trump vai puxar minha orelha?’”, disse.

“Isso é algo muito pequeno perto da responsabilidade daqueles que pretendem representar a população brasileira. Será que não dá pra deixar uma delegação brasileira disponível 24 horas em Washington DC?”, disse ele.

“O presidente Trump colocou na carta a Lula os pontos que fizeram com que ele colocasse a maior tarifa do mundo contra o Brasil. Nos outros países é 20, 30% (…), no Brasil foi 50%”, avaliou ele.

“Existe uma crise institucional. Uma perseguição contra Jair Bolsonaro; a regulamentação das redes sociais, e também as questões comerciais”, pontuou.

“Eu acho até que o Trump está sendo muito cordial com o Lula, porque duas semanas atrás ele disse que receberia uma ligação de Lula. Agora, o Lula tem que ter conduta de presidenciável, tem que deixar de lado um pouco a pauta ideológica”, disse.

“Lula não fará isso, porque pensa primeiro no poder. Para se manter no poder, está adorando essa questão tarifária, por poder culpar trump por seu fracasso na parte econômica”, disse.

Quem é Eduardo Bolsonaro e porque ele está nos EUA

Residindo nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano, Eduardo articula junto ao governo do republicano Donald Trump para que os EUA pressionem o Brasil contra o que considera abusos no processo judicial contra seu pai.

Recentemente, a Polícia Federal indiciou Eduardo e Jair Bolsonaro no inquérito que apura possíveis crimes de coação no curso do processo e obstrução de justiça. Agora, cabe à Procuradoria-Geral da República decidir se denuncia ou não Eduardo Bolsonaro nesse caso.

Para a PF, Eduardo incorreu nesses crimes ao articular sanções contra o Brasil, como a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Moraes é o relator do processo contra Jair Bolsonaro, no qual o ex-presidente é acusado de tentar um golpe de Estado entre o fim de 2022 e o começo de 2023, após perder as eleições presidenciais para o presidente Lula (PT).

Nesta quinta-feira, Eduardo Bolsonaro enviou um ofício ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pedindo para exercer o mandato a partir dos Estados Unidos.

Caso o pedido não seja aceito, Eduardo poderá perder o mandato por ausência: a Constituição prevê a perda para quem faltar a um terço ou mais das votações ao longo de um ano.

Aos 41 anos, Eduardo Bolsonaro é deputado federal desde 2015 e cumpre atualmente seu terceiro mandato. É filiado ao PL e eleito por São Paulo. Em 2018, recebeu 1,84 milhão de votos, tornando-se o candidato a deputado federal mais votado da história do país – recorde que ainda mantém, já que em 2022 a maior votação foi a de Nikolas Ferreira (1,4 milhão).

Bacharel em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Eduardo tornou-se escrivão da Polícia Federal após ser aprovado em concurso da instituição em 2010.

Durante o governo Jair Bolsonaro, o nome de Eduardo chegou a ser cogitado para a embaixada brasileira em Washington. O então presidente anunciou publicamente a escolha, aceita pelo filho, mas o governo recuou da indicação.

Eduardo Bolsonaro é o terceiro filho do primeiro casamento de Jair Bolsonaro, com Rogéria Nantes Nunes Braga. É, portanto, irmão “de pai e mãe” do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL). Mais tarde, Jair teria ainda outros dois filhos: o vereador de Balneário Camboriú Jair Renan (PL) e Laura Bolsonaro, hoje com 14 anos.

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