Portal Estado do Acre Notícias

Em campanha contra HPV, escolas aplicam outras vacinas e mães reclamam

em-campanha-contra-hpv,-escolas-aplicam-outras-vacinas-e-maes-reclamam

Em campanha contra HPV, escolas aplicam outras vacinas e mães reclamam

A Prefeitura de Praia Grande, no litoral de São Paulo, está desenvolvendo uma campanha de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) para adolescentes de 15 a 19 anos. Durante a ação, o município está atualizando o esquema vacinal de menores com vacinas em atraso, como de gripe e dengue. À imprensa, mães dos alunos reclamaram de não terem sido avisadas.

Leia também

O que diz a prefeitura

Cobertura vacinal contra HPV no Brasil

O vírus do HPV é responsável por 99,7% dos casos de câncer do colo do útero, doença que pode ser evitada com vacinação, rastreamento e tratamento precoces. Para eliminar o câncer, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda coberturas vacinais acima de 90%. No Brasil, a taxa atual na faixa etária de 9 e 14 anos é de cerca de 77%.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o país superou a média global de vacinação contra o HPV, mas a adesão continua baixa. A cobertura vacinal em meninas de 9 a 14 anos atingiu 82%, enquanto a média no mundo é de 12%. A imunização de adolescentes mais velhos, com idades entre 15 e 19 anos, ainda é um desafio.

Em 2024, a pasta identificou que 7 milhões de jovens mais velhos – incluindo meninos – não tinham se vacinado contra o HPV. Em fevereiro desse ano, em uma tentativa de contornar a situação, foi lançada uma campanha de resgate vacinal para esse público-alvo, visando imunizar 2,95 milhões jovens de 121 municípios com menor adesão à vacina.

Mesmo assim, até o dia 21 de agosto, somente 106 mil adolescentes 15 e 19 anos tinham recebido a proteção, o que corresponde a 1,5% do público-alvo estimado em 7 milhões. São Paulo e Rio de Janeiro estão entre os estados com o maior número de não imunizados.

Sair da versão mobile