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    Médica revela segredo natural para aliviar sintomas da sinusite

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    Com o tempo seco e as mudanças de temperatura, sintomas como congestão nasal, tosse e sinusite se tornam mais frequentes e incômodos. Nesses momentos, um aliado natural e acessível pode fazer diferença no alívio do desconforto respiratório.

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    De acordo com a otorrinolaringologista Larissa Camargo, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, o segredo está no uso de uma planta medicinal com propriedades poderosas: o eucalipto.

    “Ele é rica em compostos fenólicos e flavonoides, substâncias que reduzem processos inflamatórios nas vias respiratórias. Ao diminuir a inflamação, você também reduz a tosse, a secreção e outros sintomas típicos dessa época do ano”, explica a especialista.

    Efeito anti-inflamatório e antimicrobiano

    Além da ação anti-inflamatória, a planta também tem efeito antimicrobiano. “Ela age diretamente sobre algumas bactérias, desestabilizando suas membranas e facilitando sua eliminação. Em extratos oleosos, também atua contra o biofilme bacteriano, comum em infecções mais persistentes”, afirma Larissa.

    Foto colorida de xícara de chá, com ramo de eucalipto ao lado - MetrópolesA infusão à base da erva tem ativos que reduzem gases intestinais

    Segundo a médica, outro benefício importante está na capacidade de tornar o muco mais fluido — o chamado efeito mucolítico. “Isso facilita a eliminação das secreções e traz alívio para a sensação de nariz entupido e pressão facial, comuns na sinusite”, ressalta.

    Como consumir

    A forma mais segura de uso, segundo Larissa, é o chá preparado com a planta in natura. “É eficaz e seguro quando usado com moderação. Já o óleo concentrado não deve ser ingerido, pois pode ser tóxico, especialmente para crianças”, alerta.

    Foto colorida de folhas de eucalipto - MetrópolesO eucalipto é uma erva com inúmeros benefícios

    Apesar da eficácia, Larissa reforça que o uso desse recurso natural deve ser complementar. “Ele atua como um coadjuvante, ou seja, ajuda a aliviar os sintomas, mas não substitui o tratamento médico. Sempre que os sintomas persistirem, é importante procurar avaliação profissional”, conclui.