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    “Mijão”, que mandou matar promotor, lidera “ala da morte” do PCC

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    Apontado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) como um dos principais articuladores do plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para matar o promotor Amauri Silveira Filho, o criminoso Sérgio Luiz de Freitas Filho, 46 anos (foto em destaque), conhecido como “Mijão” (ou “Xixi”), é um dos líderes da facção criminosa e coordena a ala da morte, atuando como “juiz do tribunal do crime”, autorizando a execução de autoridades.

    O faccionado herdou parte da estrutura criminosa de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, morto em 2018, e sucedeu Marcos Roberto de Almeida, o “Tuta”, expulso da facção.

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    Integrante da alta cúpula do PCC, “Mijão” está na lista de criminosos mais procurados do Brasil. Foragido há mais de 19 anos, ele estaria vivendo na Bolívia e, ao lado de outros líderes, teria montado um time de guerra, encarregado de duas missões estratégicas: resgatar chefes do PCC presos em penitenciárias federais e eliminar autoridades brasileiras.

    As investigações apontam que o homem continua gerenciando a logística internacional da cocaína para o Brasil e para a Europa.

    Plano para matar o promotor

    O plano, descoberto na última quarta-feira (27/8), incluía o assassinato do promotor e de um comandante da Polícia Militar, o que ampliou a gravidade da trama.

    De acordo com as investigações, o PCC pretendia montar uma emboscada armada contra o promotor. Os empresários Maurício Silveira Zambaldi, conhecido como “Dragão”, e José Ricardo Ramos financiaram a compra de veículos e armamentos, além de contratar operadores para executar o crime.

    José Ricardo teria ficado responsável por vigiar os passos do promotor, mapeando locais que ele frequentava. O objetivo era surpreendê-lo em um desses trajetos.

    Na manhã desta sexta-feira (29/8), uma ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio do 1º Baep da PM de Campinas, prendeu dois empresários suspeitos de financiar o plano de “Mijão”.