Nikolas Ferreira rebateu a acusação de Lula de que o deputado teria tentado “defender o crime organizado” ao se posicionar contra a fiscalização da Receita Federal sobre transações via Pix acima de R$ 5 mil. O parlamentar usou suas redes sociais para divulgar uma série de reportagens veiculadas desde 2023 que relacionam o governo petista a facções criminosas.
Uma das postagens cita a visita do então ministro da Justiça, Flávio Dino — hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) — ao Complexo da Maré, que teria sido feita “com aval do tráfico”, segundo a reportagem. Outra publicação menciona a articulação de uma visita de Lula à Favela do Moinho por uma ONG ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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Operação da PF investiga relação do PCC com empresários
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL)
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PGR se manifestará sobre denúncia do PL contra Lula
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Outra postagem de Nikolas lembrou as visitas de Luciane Barbosa Farias, esposa do traficante “Tio Patinhas”, líder do Comando Vermelho no Amazonas, aos ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos, em 2023.
“Em rede nacional, Lula cometeu a canalhice de afirmar, dolosamente e sem prova alguma, que eu DEFENDI o crime organizado. Uma mentira torpe, criminosa e irresponsável. Irei à Justiça para que responda por essa difamação, assim como farei com todos os demais — estou compilando tudo”, escreveu o deputado.
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Acusação
Nesta sexta-feira (29/8), o presidente Lula declarou que um vídeo de Nikolas sobre o Pix tinha a intenção de colaborar com organizações criminosas investigadas pela Polícia Federal na Operação Carbono Oculto.
“Tem um deputado que fez uma campanha contra as mudanças que a Receita Federal propôs e agora está provado que o que ele estava fazendo era defendendo o crime organizado. E nós não vamos dar trégua ao crime organizado”, disse Lula, referindo-se a um vídeo de Nikolas sobre as alterações no Pix.