O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MIDC), Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (28/8) que objetivo da viagem ao México foi cumprido e citou acordos que selou com o país. “Reunião de trabalho muito proveitosa”, disse.
Ele destacou que um documento de acordo de comércio exterior e investimentos recíprocos entre os países foi atualizado. “Avançamos no agro, abrindo o mercado para pêssego, aspargos, derivados do atum, já tínhamos aberto o mercado para o abacate e eles abriram o mercado para farinha, para bovinos e suínos, ou seja, ração animal para suínos e bovinos”, afirmou em entrevista no México.
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De acordo com o vice-presidente, a Embraer também foi pauta das conversas e reuniões, assim como vistos eletrônicos para facilitar a entrada de brasileiros no México.
Sobre as parcerias na área da saúde, Alckmin apontou que a integração entre os países vai permitir ganhar tempo e reduzir custos para novos fármacos. “Então eu diria que foi um encontro bastante amplo e bastante proveitoso”.
Ele disse, ainda, que vai levar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a informação que os países estão mais próximos.
Questionado se o tarifaço de 50% imposto a produtos brasileiros pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afeta a relação entre os países, Alckmin avaliou que o Brasil está desde sempre buscando novos mercados.
“O Brasil sempre procura ampliar o seu mercado numa linha ganha-ganha. Nós exportamos, nós importamos. Nós defendemos o multilateralismo e o livre comércio. Quem ganha com isso é a população” disse. O vice-presidente está no México seguindo justamente o plano de expansão do comércio brasileiro para novos mercados.