A Operação Carbono Oculto, deflagrada para desarticular um esquema criminoso bilionário no setor de combustíveis, comandado pelo PCC, tem aterrorizado políticos de dois partidos do Centrão.
Segundo fontes da Polícia Federal a par da investigação, a operação deve atingir em breve integrantes do União Brasil e do Progressistas, legendas que entraram com pedido junto ao TSE para formar uma federação.
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Megaoperação cumpre mandados contra esquema em postos de combustíveis e fintechs controlados pelo PCC
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O envolvimento de figuras das duas siglas já chegou a ministros do governo Lula. Na sexta-feira (29/8), o próprio presidente disse, sem citar nomes, ter descoberto que “tem muita gente ligada ao crime organizado”.
“Agora, vamos colocar as fintechs com uma apuração mais rígida, porque nós descobrimos que tem muita gente ligada ao crime organizado. E ontem (quinta-feira, 28/8) fizemos a operação mais importante da história de 525 anos do Brasil para pegar, como diz o (Fernando) Haddad (ministro da Fazenda), o andar de cima”, afirmou Lula, em entrevista à Rádio Itatiaia.
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A Operação Carbono Oculto foi deflagrada pela Polícia Federal e pela Receita Federal em parceria com órgãos de São Paulo, entre eles, o Ministério Público Estadual paulista.
Estão na mira da investigação vários elos da cadeia de combustíveis controlados pelo crime organizado, desde a produção e comercialização até os elos finais de ocultação do patrimônio, via fintechs e fundos de investimentos.