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    Paulo Figueiredo reage à recondução de Gonet: “Eu sei o que você fez”

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    O jornalista e influenciador Paulo Figueiredo reagiu após a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de reconduzir Paulo Gonet ao comando da Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Figueiredo, que está nos Estados Unidos junto ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), afirmou saber “o que você fez” — em referência a Gonet. O jornalista e o deputado federal têm atuado junto ao governo dos EUA buscando punições a autoridades brasileiras envolvidas em processos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    “Paulo Gonet reconduzido… Eu sei o que você fez no verão passado. Sei das suas conversas. E em breve o Brasil vai saber também”, declarou.

    Paulo Gonet reconduzido… Eu sei o que você fez no verão passado. Sei das suas conversas. E em breve o Brasil vai saber também.

    — Paulo Figueiredo (8) (@pfigueiredo08) August 27, 2025

    Mais cedo, Gonet celebrou a decisão de Lula e disse estar animado com a escolha do petista em mantê-lo na função.

    “Agradeço ao presidente da República a indicação que acaba de assinar. Animado e confortado por essa demonstração de renovada confiança, renovo também eu o meu propósito de empenho e dedicação à causa da Justiça, ao Ministério Público e ao país”, disse Gonet.

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    O PGR precisará, porém, passar por nova sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário do Senado. Para ser reconduzido ao cargo, o PGR precisa ter apoio de 41 dos 81 senadores.

    Em 2023, quando foi indicado por Lula para assumir o posto, o nome de Gonet acabou chancelado por 65 parlamentares, contra 11 que foram contrários.

    A assinatura ocorre às vésperas do julgamento, no Supremo Tribunal Federal (STF), do núcleo 1 da trama golpista, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados. O julgamento começa no dia 2 de setembro.

    Em julho, a PGR pediu a condenação do ex-chefe do Executivo pelos crimes de:

    • liderança de organização criminosa armada;
    • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
    • golpe de Estado;
    • dano qualificado pela violência; e
    • grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.

    Além de Bolsonaro, outros sete aliados e integrantes do alto escalão do antigo governo integram o núcleo 1 da suposta trama golpista.