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Home»Brasil»Farra do INSS: alvo da PF, Nelson Wilians doou para integrante da CPMI
Brasil

Farra do INSS: alvo da PF, Nelson Wilians doou para integrante da CPMI

Por Metrópoles15 de setembro de 20257 Mins Read
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Farra do INSS: alvo da PF, Nelson Wilians doou para integrante da CPMI
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Alvo da operação da Polícia Federal (PF) que prendeu o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e o empresário Maurício Camisotti, na última sexta-feira (12/9), o advogado Nelson Wilians (foto em destaque) doou R$ 10 mil para a campanha do senador Rogério Marinho (PL-RN), nas eleições de 2018.

Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho foi secretário especial da Previdência durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e é um dos integrantes da CPMI do INSS, que investiga a farra dos descontos indevidos sobre aposentadorias, revelada pelo Metrópoles.

13 imagensPF apreendeu relógios de luxo de Nelson Wilians em um desdobramento da Operação Sem DescontoO advogado Nelson Wilians gostava de exibir nas redes sociais as viagens e passeios. Nas imagens, é frequente usar um dos seus relógios de luxo. A coleção foi apreendida pela PF nesta sexta-feira (12/09)O advogado Nelson Wilians gostava de exibir nas redes sociais as viagens e passeios. Nas imagens, é frequente usar um dos seus relógios de luxo. A coleção foi apreendida pela PF nesta sexta-feira (12/09)O advogado Nelson Wilians gostava de exibir nas redes sociais as viagens e passeios. Nas imagens, é frequente usar um dos seus relógios de luxo. A coleção foi apreendida pela PF nesta sexta-feira (12/09)OAB abriu processo disciplinar contra o advogado Nelson WiliansFechar modal.1 de 13

Relógios de Nelson Wilians

Arte Metrópoles2 de 13

PF apreendeu relógios de luxo de Nelson Wilians em um desdobramento da Operação Sem Desconto

Reprodução/Instagram3 de 13

O advogado Nelson Wilians gostava de exibir nas redes sociais as viagens e passeios. Nas imagens, é frequente usar um dos seus relógios de luxo. A coleção foi apreendida pela PF nesta sexta-feira (12/09)

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O advogado Nelson Wilians gostava de exibir nas redes sociais as viagens e passeios. Nas imagens, é frequente usar um dos seus relógios de luxo. A coleção foi apreendida pela PF nesta sexta-feira (12/09)

Reprodução/Instagram5 de 13

O advogado Nelson Wilians gostava de exibir nas redes sociais as viagens e passeios. Nas imagens, é frequente usar um dos seus relógios de luxo. A coleção foi apreendida pela PF nesta sexta-feira (12/09)

Reprodução6 de 13

OAB abriu processo disciplinar contra o advogado Nelson Wilians

Reprodução7 de 13

Advogado Nelson Wilians responde na OAB por denúncia de assédio moral feita por ex-colega

Reprodução8 de 13

Advogado Nelson Wilians exibe carros de luxo, imóveis, iates e viagens em suas redes sociais

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Advogado Nelson Wilians exibe carros de luxo, imóveis, iates e viagens em suas redes sociais

Reprodução10 de 13

Advogado Nelson Wilians exibe carros de luxo, imóveis, iates e viagens em suas redes sociais

Reprodução11 de 13

Relatório do Coaf mostrou pagamentos milionários considerados atípicos de Nelson Wilians para Maurício Camisotti

Divulgação12 de 13

CASA DE NELSON WILIANS NOS JARDINS – METRÓPOLES

Luiz Vassallo/Metrópoles13 de 13

NELSON WILIANS – METRÓPOLES

Reprodução/Instagram

Já Nelson Wilians é investigado pela PF por suspeita de lavagem de dinheiro para Maurício Camisotti, empresário apontado como beneficiário final de três entidades investigadas por fraudar filiações de aposentados para aplicar descontos. Ele foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF na sexta feira (12/9), no âmbito da Operação Cambota, segunda fase da Operação Sem Desconto.

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Nelson Wilians é conhecido por cultivar boas relações no universo político, e já doou para a campanha de nomes como o ex-prefeito de São Paulo e ex-governador João Doria (ex-PSDB), para quem também já advogou.

Ao todo, sete políticos receberam doações de Wilians desde 2014 — Rogério Marinho é o único entre os membros, titulares e suplentes, da CPMI do INSS. Ao Metrópoles, o senador disse que a doação foi feita “observando todos os procedimentos legais” e “não tem condão de interferir em sua atuação como parlamentar” (veja nota abaixo). Procurado para falar sobre as doações, Nelson Wilians não respondeu. O espaço segue aberto.

Doações do advogado Nelson Wilians:

  • 2022
    • R$ 5 mil para Marco Aurélio Bertaiolli (PSD) disputar o cargo de deputado federal por SP
    • R$ 5 mil para Emidio de Souza (PT) disputar o cargo de deputado estadual por SP
  • 2018
    • R$ 10 mil para Rogério Marinho (então PSDB, hoje PL) disputar o cargo de deputado federal pelo RN
    • R$ 10 mil para Antonio Anastasia (então PSDB, hoje PSD) disputar o governo de MG
  • 2016 
    • R$ 10 mil para João Doria  (então PSDB, hoje sem partido) disputar a Prefeitura de São Paulo
  • 2014
    • R$ 2 mil para Beto Richa (então PSDB, hoje Cidadania) disputar o governo do Paraná
    • R$ 3 mil para Frederico Cantori Antunes disputar cargo de deputado estadual pelo RS

Requerimentos sobre Nelson Wilians ainda não foram apreciados

A CPMI do INSS foi criada para investigar as fraudes bilionárias envolvendo descontos indevidos em milhões de aposentadorias e pensões do país. A presença de Rogério Marinho, que atuou como secretário da Previdência durante parte do período em que as fraudes ocorreram, já foi questionada por membros governistas. Ele é membro suplente do bloco parlamentar do PL e do Novo.

Parlamentares que integram a comissão já fizeram dois pedidos para que o depoimento de Nelson Wilians seja convocado. Também já foi solicitado que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) envie um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) a respeito das informações financeiras do advogado.

Como já mostrou o Metrópoles, Nelson Wilians movimentou R$ 4,3 bilhões em operações consideradas suspeitas, entre 2019 e 2024 — ele nega qualquer irregularidades em suas transações financeiras. Entre os pagamentos suspeitas aparecem R$ 15 milhões repassados por Wilians a Maurício Camisotti — ambos alegam se tratar da venda de um terreno na capital paulista.

Esses pedidos, de autoria do relator, Alfredo Gaspar (União) e do deputado federal, Rogério Correia (PT), ficaram de fora da lista de mais de 400 requerimentos aprovados pela CPMI na sessão da última quinta-feira (11/9) e deverão ser novamente apreciados nas próximas sessões.

O que diz o senador Rogério Marinho

Em nota ao Metrópoles, a assessoria de Rogério Marinho disse que a doação de Nelson Wilians “foi realizada observando todos os procedimentos legais e representa 0,5% do total de recursos gastos na campanha a deputado federal, em 2018”.

“Por óbvio, por ocasião da campanha, não havia nenhuma expectativa de que o senador Rogério Marinho ocupasse cargo no governo do presidente Bolsonaro. Por fim, nenhuma doação eventualmente recebida tem condão de interferir em sua atuação como parlamentar ou em qualquer outro cargo público ocupado”, completou.

O que disse Nelson Wilians sobre operação

Em nota divulgada na sexta-feira (12/9), quando foi alvo da operação da PF, a defesa de Nelson Wilians afirmou que tem colaborado integralmente com as autoridades e que “confia que a apuração demonstrará sua total inocência”. Também disse que a ligação entre ele e um dos investigados s restringe à relação profissional.

“Nelson Wilians já afirmou, anteriormente, que sua relação com um dos investigados — seu cliente na área jurídica — é estritamente profissional e legal, o que será comprovado de forma cabal. Os valores por ele transferidos referem-se à aquisição de um terreno vizinho à sua residência, transação lícita e de fácil comprovação”, afirma.

“Ressaltamos que a medida cumprida é de natureza exclusivamente investigativa, não implicando qualquer juízo de culpa ou responsabilidade. O advogado permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência”, escreveu.

Já a defesa de Maurício Camisotti, preso no mesmo dia, afirma que não há qualquer motivo que justifique sua prisão no âmbito da operação que apura fraudes no INSS e aponta para uma “arbitrariedade” supostamente cometida durante a ação policial.

Segundo os advogados, Camisotti teve seu celular retirado das mãos no exato momento em que falava com seu advogado. “Tal conduta afronta garantias constitucionais básicas e equivale a constranger um investigado a falar ou produzir prova contra si próprio”, afirma a defesa.

“A defesa reitera que adotará todas as medidas legais cabíveis para reverter a prisão e assegurar o pleno respeito aos direitos e garantias fundamentais do empresário”, conclui a nota.

Fonte:
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