Celebração da morte de Jesus
Muito tempo atrás, Deus revelou uma mensagem a um profeta. Deus disse que um dia as pessoas vão viver em harmonia com a natureza. Ninguém vai ficar doente. As famílias vão construir suas próprias casas, tirar seu sustento da terra e ficar muito satisfeitas com seu trabalho. — Isaías 11:6-9; 35:5, 6; 65:21-23.
Como podemos ter certeza que isso vai acontecer? Jesus fez milagres para mostrar às pessoas que o mundo inteiro vai ser bom assim. Ele também morreu por nós. Por causa da morte dele, a tristeza vai deixar de existir e todas as promessas de Deus vão se cumprir. A morte de Jesus foi tão importante que ele mandou seus discípulos se reunirem todos os anos para lembrar da morte dele. — Lucas 22:19, 20.
Pelo calendário usado nos tempos bíblicos, o dia da morte de Jesus vai cair neste ano na terça-feira, dia 11 de abril. As Testemunhas de Jeová convidam você para estar com elas nessa data e aprender como a morte dele pode ajudar você e sua família.
As Testemunhas de Jeová convidam toda a comunidade tarauacaense para estar presente a Celebração da morte de Cristo. 
Evento bíblico gratuito dia 11 de Abril, em dois horários:
18 às 19h ou das 19:40h às 20:40h
No Salão do Reino das Testemunhas de Jeová na entrada do Bairro Avelino Leal (Bairro Novo) 
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    O 11.º mandamento de Donald Trump (Por João Miguel Tavares)

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    A cerimônia de homenagem a Charlie Kirk expôs de forma cristalina a grande dúvida existencial da atual direita americana, que não é muito diferente das dúvidas que assolam as direitas europeias: quem é que merece mais ser apoiado? Um político com maus princípios que defende as causas que a direita considera serem as certas, ou um político de bons princípios, mesmo que defenda causas erradas? A maior parte dos americanos, como sabemos, votou no político dos maus princípios. Mas quando esses maus princípios se cruzam com a celebração do martírio de uma jovem estrela da direita religiosa – é assim que a morte de Charlie Kirk está a ser classificada pelos seus admiradores –, o resultado só pode ser um extraordinário curto-circuito.

    O evento do passado domingo foi dominado por dois discursos: o de Donald Trump, a fechar, e o de Erika Kirk, que o precedeu. Erika Kirk é tudo o que podemos esperar de uma antiga Miss Arizona: muito bonita, muito loura, muito articulada, ligeiramente teatral, muito à vontade em cima do palco, muito mãe de família e muito religiosa. O momento mais forte e partilhado da sua excelente intervenção foi quando afirmou, comovida, que perdoava o assassino do seu marido: “Aquele homem, aquele jovem, eu perdoo-o. Perdoo-o porque foi o que Cristo fez, e era o que Charlie teria feito. A resposta ao ódio não é ódio. A resposta que conhecemos do Evangelho é amor, e sempre amor.” Isto foi dito no meio de uma gigantesca salva de palmas, e com metade da sala tão comovida quanto ela.

    Mas a seguir veio Donald Trump, que nunca desilude na exibição da sua bílis. Só que desta vez ele não se limitou a ser desagradável: dinamitou ao vivo e em direto um dos pilares fundamentais da mensagem cristã. “[Charlie Kirk] não odiava os seus opositores, ele queria o melhor para eles”, disse Trump, ainda a ler o texto inscrito no teleprompter. Logo depois, largou o discurso planejado e acrescentou de improviso: “É aqui que discordava de Charlie. Eu odeio os meus opositores. Eu não quero o melhor para eles, lamento. Lamento, Erika. Agora, a Erika pode conversar comigo, com todo o seu grupo, e convencer-me de que isto não está certo. Mas eu não suporto os meus opositores.”

    A Regra de Ouro cristã incita-nos a tratar os outros como nós próprios gostaríamos de ser tratados. Contudo, em certos momentos dos Evangelhos, Jesus vai mais longe, convidando-nos ao amor desmedido: amar os inimigos; dar a outra face; oferecer tudo o que se tem. Não é expectável que isto seja literalmente acolhido nas nossas vidas, mas também não se espera que um Presidente dos Estados Unidos da América, em boa medida eleito pelos votos da direita evangélica, desmereça de forma tão explícita as palavras dos Evangelhos.

    Daí que o vice-presidente J.D. Vance se tenha apressado a desculpá-lo: “Acho que o Presidente estava a brincar”, desvalorizou. “Se forem para trás e analisarem todo o discurso, aquilo que o Presidente estava a tentar fazer, de uma maneira humorística e muito pessoal, era alertar para o quão difícil é perdoarmos os nossos inimigos.” Infelizmente, o Presidente não estava a fazer nada disso. Em linguagem eclesial, Trump é um verdadeiro pagão, com uma concepção romana e imperial de poder, dado o seu fascínio pela glória. O seu 11.º mandamento é um regresso ao passado: o tempo do olho por olho e dente por dente, no qual a lei do mais forte impera. Tudo isto pode ser humano, demasiado humano. Absolutamente nada disto é cristão.

     

    (Transcrito do PÚBLICO)

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