Integrante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro do STF Nunes Marques indicou a aliados disposição em pedir vista no julgamento que analisa a cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
O caso foi pautado pela presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, para a sessão da terça-feira (4/11). O processo foi incluído na pauta da Corte Eleitoral dois dias após a megaoperação que deixou mais de 100 mortos no Rio.
Ministro Kassio Nunes Marques
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Cármen Lúcia é a única mulher em atuação no STF e atual presidente do TSE
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O governador do Rio, Claudio Castro
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Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj: relação com o clã Cabral vem de longe
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O caso contra o governador é relatado pela ministra do STJ Isabel Gallotti, que concluirá seu mandato no TSE em novembro e liberou os casos que considera prioritários para serem julgados antes de deixar o tribunal eleitoral.
A pessoas com as quais conversou nas últimas horas, Nunes Marques afirmou que é “sempre possível” pedir vista em processos envolvendo governadores. A fala foi lida como uma sinalização de que ele deve fazer o pedido.
Pedido de vista adiaria desfecho para 2026
O pedido de vista se confirmado, suspenderá a análise do processo contra Castro por 60 dias. Com isso, o desfecho do caso no TSE seria adiado para fevereiro de 2026, quando a tensão política já deve ter diminuído.
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Além do governador, o processo pede ainda a cassação do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil) e do agora vice-governador Thiago Pampolha.
Eles são acusados de abuso de poder político e econômico no financiamento de projetos da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e da Uerj em 2022.
