A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, na quarta-feira (29/10), o uso de duas substâncias químicas comuns em produtos para unhas em gel e esmaltes que precisam de luz ultravioleta (UV) ou LED para secar. O TPO [óxido de difenil (2,4,6-trimetulbenzol] e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina) foram banidos por apresentarem riscos à saúde, como potencial cancerígeno e toxidade reprodutiva.
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De acordo com a resolução, a fabricação, importação e novos registros de produtos contendo essas substâncias estão proibidos imediatamente. O comércio e o uso dos itens que ainda estão no mercado terão um prazo de 90 dias para serem interrompidos. Após esse período, todos os registros serão cancelados e os produtos deverão ser recolhidos.
Estas 2 substâncias, o TPO e o DMPT são comumente utilizados em produtos para unhas artificiais e esmaltes em gel que necessitam de exposição à luz ultravioleta (UV) ou LED
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Para a médica dermatologista Cristina Salaro, a medida é necessária e preventiva. “Essas substâncias são muito utilizadas em produtos de unhas em gel, mas estudos, apesar de terem sido feitos apenas em roedores, mostraram que o DMPT pode ser potencialmente cancerígeno e o TPO tóxico para a reprodução. Ou seja, o risco não é apenas estético, é de saúde pública”, explica.
A doutora Cristina destaca que o perigo não é apenas para quem usa o produto eventualmente, mas também para os profissionais que manuseiam esses cosméticos com frequência.
“Quem trabalha em salão e tem contato diário está mais exposto. Mesmo que o risco em um uso isolado seja pequeno, a exposição prolongada pode ter consequências”, alerta.
A decisão é uma medida para proteger a saúde das pessoas que utilizam esses produtos e principalmente dos profissionais que trabalham com eles
A decisão da Anvisa alinha o Brasil ao movimento internacional de segurança cosmética — a União Europeia já havia banido as mesmas substâncias em maio deste ano. Segundo a agência, revisões periódicas são feitas para reavaliar a segurança dos ingredientes usados em cosméticos.
Cristina reforça que o setor de beleza deve estar atento a essas mudanças. “É um alerta para consumidores e profissionais priorizarem produtos com formulações seguras e devidamente regularizadas. O cuidado com a saúde deve estar acima da estética”, conclui.
