CRUZEIRO DO SUL, ACRE – Entre os dias 14 e 16 de novembro de 2025, a Aldeia Samaúma Shonoya, localizada na Reserva Indígena Campinas Katukina, tornou-se o epicentro de uma celebração histórica: o 1º Festival Noke Koi – União dos Povos – Chamado da Floresta. O evento reuniu lideranças, comunidades tradicionais e visitantes em um movimento de preservação cultural e intercâmbio espiritual.
Investimento e Transparência
A realização do festival foi viabilizada por meio de uma importante articulação institucional e financeira. Entre os principais aportes, destaca-se a Emenda Estadual nº 04.8452/2025, destinada pela Deputada Estadual Antônia Sales, no valor de R$ 50.000,00.
Somando forças ao projeto, a Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (SEPI), em parceria direta com o Governo do Estado do Acre, destinou outros R$ 50.000,00. Além dos recursos públicos, o festival contou com o apoio fundamental de doações da iniciativa privada e parceiros da causa indígena, garantindo a infraestrutura necessária para a logística, alimentação e apresentações culturais.
Cultura e Ancestralidade
Durante os três dias de programação, a Aldeia Samaúma Shonoya foi palco de rituais sagrados, pinturas corporais, cantos tradicionais e danças que reforçam a identidade do povo Noke Koi. O tema “União dos Povos” refletiu o objetivo central do evento: criar uma rede de proteção e valorização dos saberes da floresta.
Para o Presidente da Associação Centro Cultural Shono Sagrado Noke Koi (ACCSSNK), Mauro Andrade Katukina, o apoio governamental foi decisivo. “Este recurso não financiou apenas um evento, ele fortaleceu a nossa resistência cultural e permitiu que mostrássemos ao mundo a riqueza do nosso povo com dignidade”, pontuou.
Impacto na Comunidade
Além do resgate cultural, o festival movimentou a economia local e promoveu o etnoturismo na região do Juruá. A aplicação dos recursos foi voltada para a contratação de serviços logísticos, organização e suporte às famílias da aldeia, cumprindo rigorosamente as metas estabelecidas nos planos de trabalho aprovados pelos órgãos concedentes.
Com o sucesso desta primeira edição, o “Chamado da Floresta” se consolida como uma data importante no calendário cultural do Acre, simbolizando a eficácia da parceria entre o poder público e as organizações indígenas.