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    Após ser solto, banqueiro entra na mira da CPMI do INSS

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    O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Carlos Viana (Podemos), anunciou, neste sábado (29/11), que a Comissão irá votar a convocação do presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, e da presidente do Palmeiras e do Banco Crefisa, Leila Pereira.

    “Nesta semana, além de votarmos a convocação do ministro da AGU, Jorge Messias, a CPMI do Roubo dos Aposentados vai pautar duas novas convocações essenciais para o país. Vamos votar a convocação de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, que foi solto ontem. Vamos votar também a convocação de Leila Pereira, presidente do Palmeiras e do Banco Crefisa, envolvida no mercado de consignados de aposentados”, anunciou Viana.

    O presidente da Comissão ainda acrescentou: “Todas as votações serão individuais, nominalizadas, para que o Brasil veja com absoluta transparência quem está do lado dos aposentados e quem está do lado da blindagem. Nada de voto escondido. Nada de arranjo. Transparência total. O país vai saber exatamente como cada parlamentar votou”.

    O presidente do Master teve a prisão revogada nessa sexta-feira (28/11) pela desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Solange Salgado da Silva. Neste sábado, ele deixou a prisão em São Paulo, onde estava detido em um Centro de Detenção da capital paulista.

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    Ele foi preso no dia 17 de novembro, por volta das 22h, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, sob acusação de emitir títulos de crédito sem lastro, configurando fraude na gestão e organização criminosa, após ordem da Justiça.

    A convocação da presidente do Palmeiras se dá, segundo Viana, devido ao envolvimento no mercado de consignados de aposentados.

    Farra do INSS

    O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

    As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.