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Beach tennis: Prefeitura suspende corte de árvores para fazer quadras

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Beach tennis: Prefeitura suspende corte de árvores para fazer quadras

A Prefeitura de São Paulo suspendeu a autorização para o corte de 14 árvores no terreno do clube Hebracia, nos Jardins, zona oeste da capital. A retirada da área verde seria feita para a construção de quadras de beach tennis no clube e gerou uma mobilização de associados contrários à remoção das árvores.

A revogação da autorização foi determinada pela subprefeitura de Pinheiros, em caráter temporário, devido à necessidade “reavaliação técnica aprofundada da condição fitossanitária dos exemplares arbóreos”. O despacho ainda cita a “comoção social” e a repercussão na imprensa geradas pela autorização do corte das árvores.

As espécies ficam em um bosque do clube conhecido como “florestinha” pelos frequentadores. A solicitação para a remoção da vegetação foi feita para abrir espaço para a construção de duas quadras de beach tennis no entorno. Além do corte de 14 árvores, também estava prevista a poda de outras 34 espécies.

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Os associados contrários à iniciativa organizaram um abaixo-assinado online, que, até a tarde deste sábado (29/11), contava com mais de 2,8 mil assinaturas. Segundo o documento, muitas das árvores são de grande porte e existem desde a fundação do clube, no terreno localizado no centro da pista de atletismo.

“Esta área é há muitos anos frequentada por associados que desejam caminhar sob a sombra agradável destas árvores, por corredores e também por um grande número de associados que utilizam os equipamentos de ginástica existentes ali, assim como por associados que precisam de um pouco de paz e de um pouco de silêncio neste lugar agradabilíssimo”, diz o comunicado que acompanha o abaixo-assinado.

Os mobilizadores ainda afirmam que a “florestinha” é “um dos últimos redutos de natureza em nosso clube, imensamente apreciado por seus frequentadores, e parte essencial do patrimônio de ‘A Hebraica’”.

A mobilização também contou com a ajuda do ex-vereador Gilberto Natalini. Ao Metrópoles, ele disse que levou à subprefeitura a preocupação da parcela dos associados contrária à remoção das árvores, após receber a demanda de pessoas da comunidade judaica.

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