Após o encerramento da temporada da Stock Car Light neste domingo (30/11), em Brasília, a única mulher do grid entre as categorias Pro e Light, Bruna Tomaselli, falou sobre a importância de sua presença no campeonato de acesso. Ela ainda avaliou o ano marcado por altos e baixos e comentou os desafios enfrentados na etapa de retorno do Autódromo Nelson Piquet.
“O automobilismo é um esporte para todos. Eu estou aqui representando, sendo a única mulher no grid, para mostrar que o nosso lugar é onde a gente quiser. Estou batendo porta com os caras, disputando de igual para igual”, afirmou em entrevista ao Metrópoles.
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Para Bruna, a presença feminina aumenta ano após ano. Segundo ela, isso é reflexo de um ambiente cada vez mais aberto e de exemplos que incentivam novas meninas a se aproximarem das pistas.
“Fico sempre muito feliz quando vejo o número de mulheres crescendo. A gente está trabalhando para ter cada vez mais meninas competindo e também trabalhando nas equipes”, completou.
Ela destaca que não encara a questão de gênero como tabu, mas, sim, como parte natural da evolução do esporte. “Não é tabu. O importante é mostrar que qualquer pessoa pode estar aqui. É um esporte para todos”, afirma.
Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
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Temporada de altos e baixos
Bruna descreveu 2025 como uma temporada “produtiva”, mesmo com os desafios que surgiram ao longo do caminho. “Como toda temporada, teve altos e baixos. Tivemos resultados positivos, sofremos em alguns momentos… Mas fiquei muito feliz por todo o trabalho feito pela equipe”, disse.
A etapa de Brasília, porém, marcou um dos pontos mais complicados do ano. No entanto, mesmo com problemas no carro, ela valorizou a experiência de correr na reabertura do Autódromo Internacional de Brasília após 11 anos fechado para reformas.
“Aqui em Brasília, meu motor estragou e acabei perdendo 20 km/h na reta. Mas corrida é assim. Carro é uma máquina, e a gente está aí para tudo. Fiquei muito feliz por ter corrido aqui em Brasília. É, com certeza, um dos autódromos de mais alto nível do país”, explicou.
Na temporada 2025, ela finalizou no 9º lugar entre os 24 pilotos da categoria. No ano, suas melhores etapas foram em Interlagos e no Velopark, pista do Rio Grande do Sul. Nessas etapas, a pilota marcou 41 pontos.
Em Brasília, o desempenho não foi o esperado por problemas no motor. Na corrida 1, terminou em 7º. Nas duas seguintes, fechou em 15º e 14º respectivamente.
