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    Cotado ao Senado, vice de SP cobra foco na anistia: “mudar a pauta”

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    Cotado para disputar uma vaga ao Senado em 2026, o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo (PL), criticou neste domingo (30/11) as conversas que políticos e partidos têm feito para as eleições do próximo ano.

    Indicado por Jair Bolsonaro (PL) para ocupar o cargo de vice na chapa de Ricardo Nunes (MDB), Mello cobrou prioridade à pauta da anistia ao ex-presidente.

    “Muitos da imprensa têm me ligado, falando sobre campanha, sobre eleições, quem serão os candidatos. E eu tenho falado o seguinte: estamos de luto, o país está de luto, vivemos um momento que vai marcar a história. Temos generais presos, o presidente Bolsonaro preso. O assunto deveria ser anistia, a liberdade dessas pessoas, milhares de pessoas presas pelo 8 de janeiro”, afirmou o vice-prefeito em vídeo publicado nas redes sociais.

     

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    Uma publicação compartilhada por Coronel PM Mello Araújo (@melloaraujo10)

    Para Mello Araújo, falar sobre eleições neste momento é um “caminho errado” e, antes, é preciso resolver o “problema atual” do país.

    “A gente não tem que pensar em eleição, tem que resolver o problema atual. Como é que fica o nosso país desse jeito que está caminhando? Peço para os políticos também, a gente tem que mudar a pauta, as eleições são em outubro do ano que vem, tem até abril [para quem for concorrer deixar os cargos atuais]. A gente precisa arrumar o nosso país primeiro, toda essa bagunça criada. E para arrumar isso aí, é pautar anistia”, afirmou.

    Especulações para 2026

    • Apesar de criticar as especulações sobre eleições em detrimento da pauta da anistia, Mello tem o nome citado nos bastidores como possível candidato escolhido por Bolsonaro para disputar o Senado no lugar de Eduardo Bolsonaro, que vê diminuir as chances de se candidatar estando nos Estados Unidos e sendo réu no Supremo Tribunal Federal.
    • Ao Metrópoles, o vice-prefeito já admitiu ter se surpreendido com o desempenho de seu nome em pesquisas internas e afirmou que pode se candidatar.
    • Nos bastidores, porém, o nome do vice passou a perder força depois que ele fez ataques a Tarcísio de Freitas (Republicanos), especialmente à exploração feita pelo governador da pauta da Cracolândia, área que Mello também busca atuar na prefeitura.
    • Além disso, o vice-prefeito também costuma ser citado como um entrave para o projeto de Ricardo Nunes de se candidatar ao governo do Estado, caso Tarcísio saia para disputar o Palácio do Planalto.
    • Isso porque Mello não conta com a confiança do grupo político de Nunes para assumir a titularidade da Prefeitura de São Paulo e é visto como uma figura ainda de pouco traquejo político.

    Ex-policial militar da Rota, Mello Araújo é amigo pessoal de Jair Bolsonaro e ocupou a presidência da Ceagesp durante a presidência do aliado.

    O vice-prefeito chegou a visitar o ex-presidente na prisão domiciliar em Brasília e faz críticas frequentes nas redes sociais às movimentações de políticos da direita que disputam herdar o capital político de Bolsonaro.

    “Estou de luto. E espero que todos os outros políticos, deputados, senadores e governadores também estejam. Por enquanto estão pegando só os de direita. Quero ver quando começar a pegar os do centro também. Quando perceberem que ninguém mais vai chegar no poder. Aí as pessoas vão começar a se movimentar e pensar diferente.
    Vocês estão entendendo o que está acontecendo no nosso país? Quem está não vai sair. Vamos pautar essa anistia, vamos acalmar o país, aí sim a gente pode pensar em eleição”, completou Mello no vídeo publicado neste domingo.