Celebração da morte de Jesus
Muito tempo atrás, Deus revelou uma mensagem a um profeta. Deus disse que um dia as pessoas vão viver em harmonia com a natureza. Ninguém vai ficar doente. As famílias vão construir suas próprias casas, tirar seu sustento da terra e ficar muito satisfeitas com seu trabalho. — Isaías 11:6-9; 35:5, 6; 65:21-23.
Como podemos ter certeza que isso vai acontecer? Jesus fez milagres para mostrar às pessoas que o mundo inteiro vai ser bom assim. Ele também morreu por nós. Por causa da morte dele, a tristeza vai deixar de existir e todas as promessas de Deus vão se cumprir. A morte de Jesus foi tão importante que ele mandou seus discípulos se reunirem todos os anos para lembrar da morte dele. — Lucas 22:19, 20.
Pelo calendário usado nos tempos bíblicos, o dia da morte de Jesus vai cair neste ano na terça-feira, dia 11 de abril. As Testemunhas de Jeová convidam você para estar com elas nessa data e aprender como a morte dele pode ajudar você e sua família.
As Testemunhas de Jeová convidam toda a comunidade tarauacaense para estar presente a Celebração da morte de Cristo. 
Evento bíblico gratuito dia 11 de Abril, em dois horários:
18 às 19h ou das 19:40h às 20:40h
No Salão do Reino das Testemunhas de Jeová na entrada do Bairro Avelino Leal (Bairro Novo) 
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    “Dia amanheceu triste”: artistas brasileiros homenageiam Jimmy Cliff

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    O mundo da música acordou de luto nesta segunda-feira (24) com a morte do cantor e compositor jamaicano Jimmy Cliff, aos 81 anos. Ícone do reggae, ator e ativista, Jimmy Cliff deixa uma obra que atravessou fronteiras, inspirou gerações e encontrou no Brasil, especialmente no Maranhão, um lar afetivo e musical.

    A notícia repercutiu fortemente entre artistas brasileiros, que destacaram a importância de Cliff para a música mundial e para a formação da identidade afrodiaspórica no país.

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    O cantor e compositor Gilberto Gil, nas suas redes sociais, lembrou a influência direta do jamaicano em seu trabalho e no surgimento do reggae moderno.

    “Jimmy Cliff influenciou e seguirá influenciando minha música. Obrigado por tanto”, escreveu Gil nas redes sociais. Ele destacou ainda que “Bob Marley estoura nos rádios depois do Cliff, inclusive pela mesma gravadora”, situando Cliff como um dos pilares originais do gênero.

    Já o cantor e compositor Chico César emocionou-se ao lembrar a importância histórica e política do jamaicano.

    “Hoje nós perdemos um mestre, um mestre da música afrodiaspórica, Jimmy Cliff. Jimmy Cliff, junto com Peter Tosh e Bob Marley, instaurou uma revolução – uma revolução que sai da Jamaica representando o sentimento de todos os pretos emigrados nas Américas, e essa música se torna sucesso no mundo inteiro.”

    Chico também falou sobre o impacto pessoal da convivência com o artista: “Eu sou muito admirador. Tive a oportunidade de discutir com Jimmy Cliff na Austrália, na Nova Zelândia, depois em Singapura, participando de festivais. Uma criatura muito doce, muito educada, que amava o Brasil. Jimmy, eterno para sempre. Irmão, vai com Deus.”

    No Maranhão, onde o reggae é parte constitutiva da cultura local, a morte de Cliff ganhou dimensão especial. Para o jornalista e DJ Ademar Danilo (à esquerda na foto principal, ao lado de Vivian Crawford, diretor do Institute of Jamaica, e de Cliff), diretor do Museu do Reggae, a perda toca diretamente a identidade musical do estado.

    “O dia amanheceu triste”, resumiu ele, antes de explicar a importância do artista para a história do reggae no Brasil.

    Ademar Danilo lembrou que o Maranhão foi um dos primeiros lugares fora da Jamaica a adotar a música de Cliff como trilha de sua vida cotidiana.




    O jornalista e DJ Ademar Danilo, diretor do Museu do reggae, ao lado de Jimmy Cliff – Foto: Sean-Tay Williams/JMM Jamaica Music Museum

    “Jimmy Cliff é um dos artistas pioneiros a serem amados aqui no Maranhão. Muito antes de Bob Marley, muito antes de qualquer um. As músicas dele já frequentavam os salões de dança no início da década de 1970.”

    Segundo o diretor, o álbum Follow My Mind (1975) teve impacto gigantesco no estado. “Foi um estouro aqui. De 1975 a 2025, são 50 anos, e até hoje várias músicas desse disco continuam sucesso em São Luís. Tocam e as pessoas correm para dançar.”

    Para Ademar, Cliff não apenas influenciou musicalmente o Maranhão, mas também ajudou a construir a identidade regueira da capital do estado.

    “Ele se sentiu verdadeiramente em casa aqui. Passou dias indo a clubes de reggae na periferia, deitando em redes, conversando, comendo manga colhida do pé. Foi ele o responsável por propagar o apelido de São Luís como ‘Jamaica brasileira’.”

    O diretor relembrou ainda o encontro inesperado que teve com Cliff em uma reunião no Institute of Jamaica, quando representou oficialmente o recém-criado Museu do Reggae.

    “Eu estava lá para informar aos jamaicanos que o Maranhão tinha um museu dedicado ao ritmo criado por eles. E Jimmy Cliff apareceu. Lembrou as conversas que tivemos aqui. Ele tinha sido agraciado com o título de doutor honoris causa dias antes. Era um momento de grandeza.”

    Para Ademar Danilo, o impacto da morte do artista resume o tamanho de sua presença no Maranhão.

    “Hoje em São Luís só há dois assuntos no meio do reggae: o festival que aconteceu ontem, a Ilha do Reggae, e a morte de Jimmy Cliff. Dormimos alegres e acordamos tristes.”

    Jimmy Cliff, autor de clássicos como Many Rivers to Cross, The Harder They Come e You Can Get It If You Really Want, foi um dos responsáveis por levar o reggae para o mundo,  antes mesmo da explosão internacional de Bob Marley.

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