Em 2026, o eleitor decidirá, na prática, se Jair Bolsonaro continuará preso ou será libertado. O plebiscito implícito será a resposta da população à condenação do ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal.
A direita ainda não tem um candidato definido, mas já sinalizou que seu representante assumirá o compromisso de anistiar Bolsonaro. Quem votar no nome apoiado por esse campo político, portanto, estará optando por soltá-lo. Já quem escolher o presidente Lula ou qualquer candidato da esquerda estará, na prática, respaldando a manutenção da prisão.
As eleições de 2022 foram marcadas pela disputa entre manter a direita no poder ou devolver o comando do país à esquerda. Propostas concretas praticamente não apareceram — Lula chegou a afirmar que o eleitor conheceria seu programa apenas após a vitória.
Para 2026, sem Bolsonaro na disputa, esperava-se uma campanha baseada na comparação de projetos: a direita priorizaria a segurança pública, e a esquerda, a ampliação dos programas sociais. A prisão do ex-presidente e a insistência de Moraes em mantê-lo em regime fechado, no entanto, tornaram o pleito plebiscitário.
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