A blogueira escocesa Kirstie Will viralizou nas redes sociais após acusar dois criadores de conteúdo brasileiros de plágio em um material sobre viagens. No vídeo, ela afirma que os brasileiros copiaram um texto produzido por ela e o inscreveram em uma premiação. Os criadores Deisi Remus e Guilherme Cury chegaram a vencer um troféu pela matéria, que foi retirada após a repercussão do caso.
Segundo Kirstie, o conteúdo original foi publicado em janeiro de 2024 e teria sido reproduzido “palavra por palavra” e traduzido pelos brasileiros em um texto divulgado em junho de 2025. Ela também afirma que fotos feitas por ela durante a viagem foram usadas na versão brasileira. Em um dos registros, Kirstie diz ter sido apagada da imagem e mostra a comparação das duas versões no vídeo.
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O material dos brasileiros foi inscrito em um prêmio promovido pela European Travel Commission (ETC) e venceu na categoria de conteúdo escrito. Eles compareceram à cerimônia e compartilharam a vitória nas redes sociais. A partir disso, Kirstie começou a investigar e percebeu que outras pessoas também haviam sido plagiadas pelos criadores.
Após a repercussão, Kirstie afirmou que entrou em contato com a empresa organizadora do concurso e, posteriormente, foi informada de que o prêmio havia sido retirado.
“Eles ganham a vida viajando, colaboram com marcas e, ainda assim, usam palavras e imagens de outras pessoas para manter o blog. Eu simplesmente não entendo por que alguém faria isso”, afirmou Kirstie no vídeo que viralizou nas redes sociais.
Veja os vídeos
Influencer britânica acusa blogueiros de viagem brasileiros de plágio – 1 pic.twitter.com/EF4DJEGA8j
— WWLBD
(@whatwouldlbdo) November 28, 2025
Influencer britânica acusa blogueiros de viagem brasileiros de plágio – 2 pic.twitter.com/txceXWqNkv
— WWLBD
(@whatwouldlbdo) November 28, 2025
Repercussão
Com a viralização da denúncia, Kirstie decidiu apagar os vídeos em que relatava o caso. Em um novo story publicado neste sábado (29/11), ela explicou que colocou tudo no privado por se sentir “sobrecarregada” com o volume de vídeos, comentários e páginas de fofoca repercutindo sua fala.
“Sei que isso pode acontecer quando você publica conteúdo publicamente, e sei que tudo foi feito com boas intenções, mas estou me sentindo sem controle sobre o meu próprio conteúdo. Agradeço todo o apoio, mas vamos deixar isso para lá agora. Postarei uma atualização na semana que vem, mas por enquanto vou aproveitar meu fim de semana”, disse ela nas redes sociais.
O caso foi repercutido na edição do Ministério da Fofoca, do Metrópoles, nesta sexta-feira (28/11). A equipe tentou contato com os influenciadores brasileiros mas não obteve resposta. O espaço segue aberto.
A organização do Prêmio Europa de Comunicação 2025 também se pronunciou para o portal por meio de nota e confirmou que a retirada do prêmio pelos brasileiros ocorreu após uma “análise detalhada” concluir que o texto “não atendia ao requisito de originalidade”.
Leia a nota na íntegra:
“O Prêmio Europa de Comunicação é uma iniciativa da European Travel Commission que reconhece jornalistas e criadores de conteúdo que contribuem para fortalecer a imagem da Europa como destino turístico de excelência para o público brasileiro.
Em sua 35ª edição, o prêmio recebeu um recorde de 553 inscrições em três categorias. Todas foram avaliadas quanto a formato, tema, abrangência geográfica, data de publicação e canal de divulgação.
Os trabalhos selecionados passaram pela análise de um júri independente, formado por profissionais de comunicação e turismo, que recomendou os vencedores com base na precisão das informações, clareza da linguagem, apelo geral e qualidade técnica.
Após a cerimônia, foi identificado que um dos artigos selecionados poderia não atender ao critério de originalidade. A ETC entrou em contato com a autora do trabalho inscrito e com a autora da obra supostamente original para ouvir suas versões. Após análise detalhada, concluiu-se que o trabalho não atendia ao requisito de originalidade e foi desqualificado. Agradecemos a cooperação de ambas as autoras durante o processo.
O prêmio foi então concedido ao primeiro colocado suplente da categoria. Esta é a primeira vez que uma situação desse tipo ocorre em 35 anos de história do prêmio. Embora desapontadora, ela reflete o crescente interesse e prestígio do prêmio nos últimos anos.
Diante do aumento de inscrições e da complexidade do processo de avaliação, a ETC estuda medidas para reforçar os critérios de originalidade e precisão nas próximas edições, como orientações mais claras sobre o uso de fontes e materiais de terceiros, boas práticas de criação de conteúdo e ferramentas de IA para apoiar a análise da autenticidade dos trabalhos.”
