Celebração da morte de Jesus
Muito tempo atrás, Deus revelou uma mensagem a um profeta. Deus disse que um dia as pessoas vão viver em harmonia com a natureza. Ninguém vai ficar doente. As famílias vão construir suas próprias casas, tirar seu sustento da terra e ficar muito satisfeitas com seu trabalho. — Isaías 11:6-9; 35:5, 6; 65:21-23.
Como podemos ter certeza que isso vai acontecer? Jesus fez milagres para mostrar às pessoas que o mundo inteiro vai ser bom assim. Ele também morreu por nós. Por causa da morte dele, a tristeza vai deixar de existir e todas as promessas de Deus vão se cumprir. A morte de Jesus foi tão importante que ele mandou seus discípulos se reunirem todos os anos para lembrar da morte dele. — Lucas 22:19, 20.
Pelo calendário usado nos tempos bíblicos, o dia da morte de Jesus vai cair neste ano na terça-feira, dia 11 de abril. As Testemunhas de Jeová convidam você para estar com elas nessa data e aprender como a morte dele pode ajudar você e sua família.
As Testemunhas de Jeová convidam toda a comunidade tarauacaense para estar presente a Celebração da morte de Cristo. 
Evento bíblico gratuito dia 11 de Abril, em dois horários:
18 às 19h ou das 19:40h às 20:40h
No Salão do Reino das Testemunhas de Jeová na entrada do Bairro Avelino Leal (Bairro Novo) 
MAIS

    Mestre Negoativo leva história negra de Minas Gerais para os palcos

    Por



    Parte fundamental na construção e no desenvolvimento de Minas Gerais, a população negra teve a história resgatada e homenageada na apresentação musical de Mestre Negoativo e sua banda. Na noite de desta sexta-feira (28), o público lotou o espaço de show do Sesc Caborê, na cidade de Paraty, palco do evento de encerramento da 27ª edição do festival Sonora Brasil.

    “Esse espetáculo faz o caminho dessa Minas Gerais preta, que existe também. Ela só não é mostrada. A minha geração está trazendo o despertar para as outras gerações que estão chegando agora para eles entenderem isso e começarem a assumir e falar da nossa afro-mineiridade”, relatou Mestre Negoativo, em entrevista à Agência Brasil.

    Notícias relacionadas:

    Negoativo cantou sobre a violência contra o povo negro que se perpetua até hoje, a resistência por meio da arte e a celebração da ancestralidade. Nas canções, por meio das vozes e instrumentos, e em suas falas com o público, ele trouxe ainda a memória do trabalho forçado imposto aos escravizados, especialmente, no garimpo.

    Outra memória que ele traz é a potência dos quilombos, que têm papel crucial na preservação da cultura e de conhecimentos tradicionais da população negra no país. “O show é um movimento sankofa, um movimento africano que a comunidade preta no mundo está fazendo de retorno. Como se fosse um regresso, a gente acessar o que nos pertence de fato. Enquanto um afro-brasileiro, afro-mineiro, eu também estou fazendo esse regresso”, disse.

    “Já faz anos que eu venho me preparando para compartilhar essa afro-mineiridade, porque é necessário que a gente se aproxime daquilo que nos pertence. Eu me sinto muito honrado que eu consegui, desde criança, viver com minhas avós, com minha mãe, pessoas dos quilombos, onde essa cultura sempre esteve presente”, relatou o músico, que fez diversas referências aos seus ancestrais durante a apresentação e por meio das canções.

    O berimbau, que tem forte presença no show, foi o instrumento que despertou Mestre Negoativo para a música. Para ele, o berimbau é uma ponte ancestral que o levou até o continente africano

    “Eu [comecei] por meio do arco, do berimbau de barriga, que escutei quando criança. Passou um cara na rua tocando, eu ouvi aquele instrumento e ali logo eu já acessei a África. E, por meio do berimbau, eu conheci a capoeira”, contou.

    “Todas essas manifestações afro-mineiras – moçambique, candombe, vissungo, congo, catopês – estão entranhadas em mim, no meu DNA. E tem dois artistas que foram fundamentais na minha vida: James Brown e Bob Marley. Eles foram socialmente, racialmente, politicamente, fundamentais na minha formação”, disse sobre suas referências.

    No Sonora Brasil, o encontro de Mestre Negoativo foi com Douglas Din, ambos representando a música regional mineira. Eles percorreram o país com os shows do projeto, mas Din não participou dessa apresentação final por questões de saúde.

    “Foi um encontro diaspórico de gerações. Ele vem dessa linhagem do hip-hop, do rap, e eu venho mais das manifestações pretas de Minas Gerais. Foi um um encontro muito rico, aprendi muita coisa com Din.”

    Promovido pelo Sesc, o Sonora Brasil percorre o país levando uma combinação de artistas ou grupos de diferentes tendências musicais que representam a diversidade regional da música brasileira. No biênio 2024-2025, período desta 27ª edição, dez dessas formações de artistas, fruto de uma curadoria do Sesc, fizeram mais de 300 shows em cerca de 70 cidades do país. Eles apresentaram shows inéditos, misturando suas referências, estilos e instrumentos.

    Neste final de semana, o público ainda poderá se despedir do festival. Geraldo Espíndola & Marcelo Loureiro, representando ritmos do Mato Grosso do Sul, fazem show às 19h deste sábado, no Sesc Caborê. No domingo (30), Manoel Cordeiro & Felipe Cordeiro apresentam a música do Pará, no mesmo local. Na sequência, a banda Mundiá, de Paraty, faz show com participação de Manoel Cordeiro.

    *A repórter viajou a convite do Sesc

    Sair da versão mobile