A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) criticou, neste domingo (30/11), a aproximação do diretório do PL no Ceará com o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB). Em evento partidário em Fortaleza, aliados locais ventilaram a possibilidade de um diálogo mais amplo com o ex-ministro, que já confirmou a candidatura ao governo do Ceará. Segundo Michelle, a aproximação contraria os valores e a linha política defendida pelo partido em nível nacional.
“É sobre essa aliança que vocês [PL] se precipitaram a fazer. […] Fazer aliança com o homem [Ciro] que é contra o maior líder da direita isso não dá. […] A gente quer pacificar, quer ter a unidade, e a gente vê que a pessoa não levanta a bandeira branca. A pessoa continua falando que a família é de ladrão, é de bandido. Compara o presidente Bolsonaro a ladrão de galinha. Então, não tem como, não existe mais essa”, disse Michelle.
A fala expõe tensões internas no PL cearense e contradiz, diretamente, um anuncio feito pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE), que preside o PL no estado, no final de outubro. Na ocasião, ele afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deu sinal verde para que a sigla apoiasse a candidatura de Ciro Gomes ao governo do Ceará nas eleições do próximo ano.
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Presidente do PL no Ceará responde
À imprensa, o deputado federal André Fernandes rebateu as críticas de Michelle e reafirmou que a articulação com Ciro ocorreu com respaldo da cúpula nacional do PL.
“A esposa do ex-presidente Bolsonaro vem e tenta chegar aqui e dizer que a gente fez uma movimentação errada, [sendo que] o próprio presidente Bolsonaro, no dia 29 de maio, com parlamentares, pediu para a gente ligar para Ciro Gomes no viva-voz. Ficou acertado que nós apoiaríamos Ciro Gomes”, disse.
Segundo Fernandes, a aliança tem objetivo estratégico: fortalecer o partido para conquistar vagas no Senado em 2026. “A gente tem que derrotar o PT aqui no estado”, declarou.
