Celebração da morte de Jesus
Muito tempo atrás, Deus revelou uma mensagem a um profeta. Deus disse que um dia as pessoas vão viver em harmonia com a natureza. Ninguém vai ficar doente. As famílias vão construir suas próprias casas, tirar seu sustento da terra e ficar muito satisfeitas com seu trabalho. — Isaías 11:6-9; 35:5, 6; 65:21-23.
Como podemos ter certeza que isso vai acontecer? Jesus fez milagres para mostrar às pessoas que o mundo inteiro vai ser bom assim. Ele também morreu por nós. Por causa da morte dele, a tristeza vai deixar de existir e todas as promessas de Deus vão se cumprir. A morte de Jesus foi tão importante que ele mandou seus discípulos se reunirem todos os anos para lembrar da morte dele. — Lucas 22:19, 20.
Pelo calendário usado nos tempos bíblicos, o dia da morte de Jesus vai cair neste ano na terça-feira, dia 11 de abril. As Testemunhas de Jeová convidam você para estar com elas nessa data e aprender como a morte dele pode ajudar você e sua família.
As Testemunhas de Jeová convidam toda a comunidade tarauacaense para estar presente a Celebração da morte de Cristo. 
Evento bíblico gratuito dia 11 de Abril, em dois horários:
18 às 19h ou das 19:40h às 20:40h
No Salão do Reino das Testemunhas de Jeová na entrada do Bairro Avelino Leal (Bairro Novo) 
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    Monumento às Bandeiras: área histórica de SP vira lamaçal após evento da Netflix

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    Um evento para divulgar a 5ª temporada da série Stranger Things, da Netflix, ocupou nesse domingo (23/11) o entorno do Monumento às Bandeiras, ao lado do Parque Ibirapuera, e deixou para trás um rastro de lama, tapumes, grades e banheiros químicos para todo lado. Nessa segunda-feira (24), o gramado da Praça Armando Sales de Oliveira, onde fica um dos principais cartões postais de São Paulo, ainda expunha as marcas da ocupação do espaço público.

    A Parada Estranha reuniu mais de 10 mil pessoas e foi realizada na Avenida Pedro Álvares Cabral, com alegorias, adereços e a presença do ator britânico Jamie Campbell Bower, o “Vecna”.

    O gramado ao redor do Monumento às Bandeiras foi tomado pela área vip do evento, com comida e bebida para influenciadores e convidados. Tapumes separaram os escolhidos do restante da população e tendas disputaram a visibilidade com a obra de Victor Brecheret. Para os organizadores, a Prefeitura de São Paulo não cobrou nada.

    Além da realização do evento privado no espaço público, também chamou a atenção o mato crescendo entre as frestas dos blocos de granito que compõem a obra.

    Na noite dessa terça-feira (25/11), a área ao redor do monumento seguia com tapumes e os trabalhadores ainda removiam as estruturas do evento da Netflix. A previsão é que essa etapa de desmontagem se encerre somente nesta quarta (26/11), três dias após a realização da “Parada Estranha”.

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    Lamaçal em área de evento da Netflix em São Paulo

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    Resquícios de evento da Netflix na praça do Monumento às Bandeiras, em São Paulo

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    Resquícios de evento da Netflix na praça do Monumento às Bandeiras, em São Paulo

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    Monumento às Bandeiras, em São Paulo

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    Trabalhadores desmontam estruturas de evento da Netflix em São Paulo

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    Resquícios de evento da Netflix na praça do Monumento às Bandeiras, em São Paulo

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    Resquícios de evento da Netflix na praça do Monumento às Bandeiras, em São Paulo

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    Resquícios de evento da Netflix na praça do Monumento às Bandeiras, em São Paulo

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    Resquícios de evento da Netflix na praça do Monumento às Bandeiras, em São Paulo

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    Monumento às Bandeiras, em São Paulo

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    Monumento às Bandeiras, em São Paulo

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    Resquícios de evento da Netflix na praça do Monumento às Bandeiras, em São Paulo

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    Resquícios de evento da Netflix na praça do Monumento às Bandeiras, em São Paulo

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    Na noite de terça (25/11), empresa responsável ainda fazia remoção de estruturas do evento da Netflix

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    Na noite de terça (25/11), empresa responsável ainda fazia remoção de estruturas do evento da Netflix

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    Na noite de terça (25/11), empresa responsável ainda fazia remoção de estruturas do evento da Netflix

    William Cardoso/Metrópoles

    Críticas

    A situação chamou a atenção de quem passou pelo local nessa segunda. A médica Camila Galvão Lopes, 44 anos, não gostou do que viu. “O Monumento às Bandeiras é um dos lugares mais bonitos de São Paulo, sempre foi aberto, muito amplo. Você passa pela manhã e dá aquela sensação gostosa vendo as pessoas a caminho do parque”, disse. “Nunca tinha visto uma situação assim. Sempre foi uma menina dos olhos de São Paulo. Não ficou bom, está meio esquisita essa parte da cidade”, afirmou.

    O arquiteto João Marcos Rocha, 33 anos, também criticou a ação. “É o setor privado tomando conta do espaço público. A população está tendo que ficar aqui sem espaço para passar. Só isso que sabem fazer, privatizar tudo”, disse.

    O zelador João Gonçalves Pereira, 67 anos, não aprovou a realização da parada na praça onde fica o monumento. “Acho horrível, faltou zelo. Estragou uma área de monumento, uma das mais prestigiadas da cidade”, ressaltou.

    Também zelador, José Arnaldo da Silva Matos, 47 anos, criticou a organização. “Foi uma coisa mal planejada, por ser uma área de muita movimentação, com muitas pessoas entrando no parque. Não caiu legal, não.”

    Monumento polêmico

    O Monumento às Bandeiras já foi alvo de protestos na última década e é motivo de polêmica por causa do passado que evoca.

    A obra chegou a receber pichações e banho de tinta vermelha, representando o sangue derramado pelos bandeirantes em suas incursões pelo sertão, quando escravizaram e mataram indígenas e negros. A prefeitura mantém uma viatura da Guarda Civil Metropolitana (GCM) no local.

    Apelidado de “empurra-empura”, o monumento é uma obra de Victor Brecheret, prevista inicialmente para ser inaugurada durante as celebrações do primeiro centenário da Independência do Brasil, em 1922.

    Foi iniciada somente na década seguinte e acabou entregue muitos anos depois, em 1953, como parte das comemorações do Quarto Centenário de São Paulo, em 1954.

    Com 50 metros de comprimento e 16 metros de altura, o Monumento às Bandeiras é formado por 240 blocos de granito, com 50 toneladas cada.

    O que diz a Prefeitura de São Paulo

    A Prefeitura de São Paulo afirma que o evento Stranger Things Parade foi autorizado pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), com limite de público de até 15 mil pessoas. “O organizador apresentou toda a documentação exigida, incluindo declarações de segurança e acessibilidade”, disse, em nota.

    A administração municipal diz que a Subprefeitura da Vila Mariana autorizou o uso do espaço público, fiscalizou o comércio ambulante e fará vistoria após a desmontagem total da estrutura. “Se houver danos ao gramado ou a equipamentos urbanos, o organizador será notificado para realizar a recuperação.”

    A gestão Ricardo Nunes (MDB) também confirmou que não recebeu nada pelo evento. “Não houve pagamento à prefeitura pelo uso da área, uma vez que eventos de acesso gratuito, como no caso, são enquadrados na modalidade de autorização de uso, mediante cumprimento das condicionantes técnicas e operacionais”, disse.

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    Segundo a prefeitura, o Monumento às Bandeiras, tombado pelo Conpresp, só pode receber intervenções mediante autorização dos órgãos de preservação. “O evento foi analisado e autorizado por se tratar de atividade temporária e sem impacto direto ao monumento”, afirmou.

    A administração municipal também disse que a manutenção do local, incluindo limpeza e remoção de vegetação, é realizada periodicamente conforme programação da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

    Procurada, a Netflix não se manifestou até a publicação. O espaço segue aberto.

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