Manter a saúde sexual vai além da libido: disposição, circulação e resistência também são impactadas por nutrientes e hábitos alimentares. Para o médico nutrólogo Renato Lobo, “alimentos como ovos, ricos em vitamina D, auxiliam na produção de testosterona; o espinafre, fonte de magnésio, aumenta os níveis de testosterona livre; e peixes como salmão e atum, que contêm ômega-3, promovem a saúde hormonal”.
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As necessidades nutricionais variam entre homens e mulheres. “Nas mulheres, a deficiência de ferro devido ao ciclo menstrual pode afetar a libido, por isso é importante ingerir alimentos ricos em ferro ou fazer reposição quando indicado. Os homens, por terem maior massa muscular e metabolismo mais alto, precisam de maior ingestão alimentar”, explica Lobo.
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Alguns nutrientes são fundamentais para ambos os sexos: vitamina C, zinco e folato ajudam a manter a libido, enquanto a L-citrulina pode ser mais eficaz para a resistência masculina.
“A má alimentação prejudica a circulação sanguínea, essencial para a ereção, e reduz a produção de neurotransmissores ligados ao desempenho sexual”, alerta o nutrólogo.

Segundo o especialista, alimentos ultraprocessados, excesso de gordura, bolachas, refrigerantes e salgadinhos, combinados a estresse e sono irregular, podem comprometer hormônios do prazer e do bem-estar, afetando a performance.
Sobre suplementos, Lobo pondera: “Alguns estudos mostram efeitos positivos de Panax ginseng, L-arginina e Tribulus terrestris, mas os resultados são variáveis e não substituem mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico. Existem substâncias com potencial, mas não fazem milagres. A base continua sendo boa alimentação, atividade física, sono regular e, se necessário, avaliação com outros especialistas”.



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Além dos nutrientes já citados, a vitamina D é essencial para função erétil e combate à fadiga, enquanto a creatina, quando usada sob orientação, pode melhorar energia, reduzir cansaço e contribuir indiretamente para a performance sexual. Por outro lado, o álcool desinibe, mas prejudica a rigidez, o sono e a testosterona.
“Na nutrologia, conseguimos corrigir deficiências hormonais e nutricionais que afetam a performance sexual. Mas quando, mesmo após ajustes na dieta, o paciente ainda apresenta comprometimento, é importante trabalhar em equipe com ginecologista, urologista ou psicólogo”, finaliza Renato Lobo.



