Celebração da morte de Jesus
Muito tempo atrás, Deus revelou uma mensagem a um profeta. Deus disse que um dia as pessoas vão viver em harmonia com a natureza. Ninguém vai ficar doente. As famílias vão construir suas próprias casas, tirar seu sustento da terra e ficar muito satisfeitas com seu trabalho. — Isaías 11:6-9; 35:5, 6; 65:21-23.
Como podemos ter certeza que isso vai acontecer? Jesus fez milagres para mostrar às pessoas que o mundo inteiro vai ser bom assim. Ele também morreu por nós. Por causa da morte dele, a tristeza vai deixar de existir e todas as promessas de Deus vão se cumprir. A morte de Jesus foi tão importante que ele mandou seus discípulos se reunirem todos os anos para lembrar da morte dele. — Lucas 22:19, 20.
Pelo calendário usado nos tempos bíblicos, o dia da morte de Jesus vai cair neste ano na terça-feira, dia 11 de abril. As Testemunhas de Jeová convidam você para estar com elas nessa data e aprender como a morte dele pode ajudar você e sua família.
As Testemunhas de Jeová convidam toda a comunidade tarauacaense para estar presente a Celebração da morte de Cristo. 
Evento bíblico gratuito dia 11 de Abril, em dois horários:
18 às 19h ou das 19:40h às 20:40h
No Salão do Reino das Testemunhas de Jeová na entrada do Bairro Avelino Leal (Bairro Novo) 
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    A (des)alma do fascismo (por Ricardo Guedes)

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    Toda vez que as classes médias são comprimidas, surge a base social do fascismo. Então, políticos e empresários que não obtiveram maior sucesso em sua aceitação por parte das elites tradicionais, ascendem, como os novos líderes da direita radical.

    Simmel, que formula a Psicologia Social Alemã, usa o conceito de “compliance” para descrever a relação entre o líder e os liderados, onde o liderado quer ser liderado para abrir mão da responsabilidade de sua ação social. Que, às vezes, o mestre é “o escravo de seus escravos”.

    Foi assim na Alemanha com Hitler. As classes médias foram comprimidas pela hiperinflação de 1922, e sua sequência econômica. Hitler, rejeitado pela Academia de Belas Artes de Viena em sua pretensão por uma vida artística, vem a se tornar o líder do absurdo do nazismo na Alemanha.

    Albert Speer, um dos formuladores da ideologia nazista, escreveu, durante seu julgamento em Nuremberg, que “Hitler e Goebbels foram, de fato, moldados pela própria multidão. Certamente, as massas rugiam ao ritmo da batuta de Hitler e Goebbels; mas eles não eram os verdadeiros maestros. A multidão determinava o tema. Para compensar a miséria, a insegurança, o desemprego e a desesperança, essa assembleia anônima chafurdava por horas a fio em obsessões, selvageria e licenciosidade. A infelicidade pessoal causada pelo colapso da economia foi substituída por um frenesi que exigia vítimas. Ao atacar seus oponentes e difamar os judeus, eles deram expressão e direção a ferozes paixões primárias”.

    No Brasil, as classes médias foram comprimidas na década de 2010-2020. Bolsonaro, após ser preso por ter feito planos para explodir o sistema de abastecimento da água da cidade do Rio de Janeiro em 1986, como manifesto contra os baixos soldos dos militares, foi eleito Vereador pelo Rio de Janeiro, na sequência como Deputado Federal, amargando a falta de prestígio no “baixo clero” do Congresso Nacional, sendo eleito Presidente junto com a massa falida das classes médias brasileira.

    Nos Estados Unidos ocorre o mesmo.  As classes médias têm sido comprimidas com a diminuição de seu poder de compra. Trump, empresário bem sucedido, mas não tão bem aceito pela elite Nova Iorquina, ascende ao poder, tomando medidas contra os princípios da nação, os da liberdade e do mercado, com autoritarismo político.

    A raiva se expande. É a vitória do ódio contra a razão, na (des)alma do fascismo.

    E assim caminha a humanidade.

     

    Ricardo Guedes é Ph.D. em Ciências Políticas pela Universidade de Chicago e Autor do livro “Economia, Guerra e Pandemia: a era da desesperança”

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