Celebração da morte de Jesus
Muito tempo atrás, Deus revelou uma mensagem a um profeta. Deus disse que um dia as pessoas vão viver em harmonia com a natureza. Ninguém vai ficar doente. As famílias vão construir suas próprias casas, tirar seu sustento da terra e ficar muito satisfeitas com seu trabalho. — Isaías 11:6-9; 35:5, 6; 65:21-23.
Como podemos ter certeza que isso vai acontecer? Jesus fez milagres para mostrar às pessoas que o mundo inteiro vai ser bom assim. Ele também morreu por nós. Por causa da morte dele, a tristeza vai deixar de existir e todas as promessas de Deus vão se cumprir. A morte de Jesus foi tão importante que ele mandou seus discípulos se reunirem todos os anos para lembrar da morte dele. — Lucas 22:19, 20.
Pelo calendário usado nos tempos bíblicos, o dia da morte de Jesus vai cair neste ano na terça-feira, dia 11 de abril. As Testemunhas de Jeová convidam você para estar com elas nessa data e aprender como a morte dele pode ajudar você e sua família.
As Testemunhas de Jeová convidam toda a comunidade tarauacaense para estar presente a Celebração da morte de Cristo. 
Evento bíblico gratuito dia 11 de Abril, em dois horários:
18 às 19h ou das 19:40h às 20:40h
No Salão do Reino das Testemunhas de Jeová na entrada do Bairro Avelino Leal (Bairro Novo) 
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    Caixa de transporte de órgãos feita no Brasil pode evitar desperdícios

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    Entre 2014 e 2021, 6% dos órgãos doados no Brasil não puderam ser transplantados por problemas no transporte. Em um país como o nosso, com cerca de 80 mil pessoas na fila de espera por um transplante, todos os insumos são importantes e podem, literalmente, mudar a vida de muita gente.

    Em boa parte do mundo, os órgãos são transportados em caixas térmicas muito semelhantes às usadas no transporte de alimentos e bebidas do dia a dia, o que os expõem a impactos e variações de temperatura que acabam atrapalhando a doação.

    Foi pensando em aumentar o aproveitamento de órgãos que um grupo de pesquisadores começou a se debruçar sobre o problema para criar uma caixa transportadora que reduza estas perdas ao conservar melhor a temperatura dos órgãos.

    “Existem vários problemas de logística do transporte que podem ser resolvidos com a caixa. A distância, que ameaça a perda da temperatura ou o aquecimento do órgão, e vários outros problemas relacionados sobretudo à segurança e a rastreabilidade deste tecido humano”, explica Bartira Roza, docente da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que participa da pesquisa.

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    A iniciativa reúne desenvolvedores da São Rafael Câmaras Frigoríficas, da Unifesp, do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) e do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL). O grupo, chamado de Safe-Tx, desenvolveu a Emais-SR, uma embalagem inteligente para o transporte de órgãos e tecidos humanos, apoiada pela Financiadora de Estudos e Projeto (Finep) com R$ 1,76 milhão.

     

    Tecnologia para melhorar transplantes

    Os detalhes da nova caixa transportadora foram apresentados em outubro em um estudo publicado na Revista Médica de São Paulo. O método permite manter os órgãos na temperatura ideal para que não ocorra nenhuma deterioração dos tecidos — algo entre 8ºC e 10ºC —, além de manter um isolamento que impede qualquer oscilação térmica ou contaminação no transporte.

    A Emais-SR emprega refrigeração própria com uma tecnologia semelhante a um mini ar-condicionado isolado. A solução incorpora também monitoramento tecnológico. O recurso permite rastrear cada movimento e detectar variações, incluindo impactos físicos na caixa. As informações alcançam equipes em tempo real e ampliam segurança no trajeto.

    Ao mesmo tempo, porém, a Emais-SR enfrenta um desafio, já que a embalagem foi planejada para reuso. Os coolers usados atualmente são descartados após o transporte. A nova caixa térmica, porém, é feita para ser preservada, mas isso envolve desafios específicos na higienização.

    “Os maiores desafios envolveram garantir uma higienização com alto padrão de biossegurança, por isso foram utilizados materiais capazes de suportar múltiplos ciclos de limpeza profunda sem perder desempenho, vedação ou estabilidade térmica para evitar qualquer risco de contaminação entre usos”, explica a pesquisadora Joana Meirelles, superintendente da Área de Saúde e Transformação Digital da Finep.

    Desafios técnicos e validação final

    A ideia de uma caixa transportadora mais segura já nasceu como um projeto entre várias instituições. “O nosso projeto começou em 2017 com trabalhos de conclusão de curso aqui da Mauá através de um desafio colocado pela Unifesp e isso foi o embrião deste protótipo que estamos apresentando agora”, relembra Ari Nelson Rodrigues Costa, professor do centro de pesquisa Mauá de Tecnologia.

    Os testes com a caixa são feitos desde 2020 e agora o projeto está pronto para passar pela validação clínica. A etapa simula cenários reais com rotinas distintas entre hospitais de transplante para avaliar os efeitos reais de se usar a nova transportadora. Neste teste, as equipes medem consistência do isolamento em diferentes trajetos e climas e também dos sistemas de monitoramento digital.

    A confirmação desse padrão habilitará o início da produção da caixa ainda em 2026, com a previsão de chegada ao mercado em 2027. Segundo Meirelles, a estabilidade do controle térmico proposto pela Emais-SR é uma forte evidência de que é possível melhorar o transporte de órgãos no Brasil. “Esse é um projeto estratégico que trará impacto real para a vida das pessoas, por isso consideramos fundamental investir nesta tecnologia”, destaca Joana.

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