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Operador financeiro de prefeito afastado consegue habeas corpus em SP

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Operador financeiro de prefeito afastado consegue habeas corpus em SP

Após passar quatro meses foragido, Paulo Iran Paulino Costa, apontado como operador financeiro do prefeito afastado de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (Podemos), conseguiu um habeas corpus (HC) junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), na sexta-feira (12/12). Ele era procurado suspeito de pagar, com dinheiro de propina, gastos pessoais de Marcelo Lima, e teve o pedido de prisão substituído por medidas alternativas.

O HC foi concedido pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca e, com a decisão, Paulo terá que cumprir recolhimento domiciliar das 22h às 6h e comparecer regularmente ao fórum. Ele também teve o passaporte recolhido e foi proibido de manter contato com os demais denunciados e de se ausentar da Grande São Paulo sem autorização judicial.

Segundo a decisão do ministro, o STJ concedeu o HC por entender que não subsistem mais os motivos que levaram a decretação da prisão: a investigação já foi encerrada, a denúncia já foi oferecida e o réu exonerado do cargo público. A manutenção do pedido de prisão se tornou “desproporcional”, conforme o documento.

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Procurada pelo Metrópoles, a defesa do ex-servidor público, representada pelos advogados Fernando Araneo e Tatiana Siqueira, informou que Paulo Iran vai se apresentar à Justiça ainda nesta segunda-feira (15/12) para entregar o passaporte e cumprir com as medidas alternativas.

Investigações

Paulo Iran era considerado peça-chave no esquema que levou ao afastamento do prefeito e era acusado de pagar, com dinheiro de propina, despesas pessoais da família de Marcelo Lima, como cartão de crédito, passagens aéreas e até faculdade de medicina da filha dele. Na residência do operador, em junho, policiais encontraram R$ 14 milhões em dinheiro vivo.

Para isso, ele utilizava de um telefone paralelo para trocar mensagens codificadas sobre os valores com ajuda de Antônio Renê da Silva Chagas, funcionário da prefeitura. No dia 14 de agosto, a pedido da Polícia Federal (PF), a Justiça decretou a prisão preventiva de Iran, mas ele não foi localizado desde então.

O homem estava lotado no gabinete do deputado estadual Rodrigo Moraes (PL) e foi exonerado do cargo no dia seguinte ao pedido de prisão.

Bunker de milhões

A Polícia Federal esteve na casa do servidor pela primeira vez em 7 de junho deste ano, quando apreendeu mais de R$ 12 milhões e US$ 157 mil, além de R$ 583 mil no carro do servidor. Nessa operação, a equipe também encontrou diversas anotações com codinomes para organizar o dinheiro, que era distribuído aos beneficiários em mochilas e caixas de papelão.

Segundo a investigação, Paulo Iran recebia dinheiro de pelo menos 15 empresas dos setores de saúde e obras da Prefeitura de São Bernardo do Campo. Uma delas, a Quality Medical, que também foi alvo da operação policial, é acusada de ter feito R$ 670 mil em repasses.

Outros alvos da operação

 

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