Celebração da morte de Jesus
Muito tempo atrás, Deus revelou uma mensagem a um profeta. Deus disse que um dia as pessoas vão viver em harmonia com a natureza. Ninguém vai ficar doente. As famílias vão construir suas próprias casas, tirar seu sustento da terra e ficar muito satisfeitas com seu trabalho. — Isaías 11:6-9; 35:5, 6; 65:21-23.
Como podemos ter certeza que isso vai acontecer? Jesus fez milagres para mostrar às pessoas que o mundo inteiro vai ser bom assim. Ele também morreu por nós. Por causa da morte dele, a tristeza vai deixar de existir e todas as promessas de Deus vão se cumprir. A morte de Jesus foi tão importante que ele mandou seus discípulos se reunirem todos os anos para lembrar da morte dele. — Lucas 22:19, 20.
Pelo calendário usado nos tempos bíblicos, o dia da morte de Jesus vai cair neste ano na terça-feira, dia 11 de abril. As Testemunhas de Jeová convidam você para estar com elas nessa data e aprender como a morte dele pode ajudar você e sua família.
As Testemunhas de Jeová convidam toda a comunidade tarauacaense para estar presente a Celebração da morte de Cristo. 
Evento bíblico gratuito dia 11 de Abril, em dois horários:
18 às 19h ou das 19:40h às 20:40h
No Salão do Reino das Testemunhas de Jeová na entrada do Bairro Avelino Leal (Bairro Novo) 
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    PF que matou bancário em barco recebeu R$ 22 mil com viagens e cursos

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    Réu por matar um homem e atirar em outro durante festa em barco em 2016, o policial federal Ricardo Matias Rodrigues, 53, recebeu mais de R$ 22 mil em gratificações e diárias de viagens a trabalho, feitas entre novembro de 2020 e fevereiro de 2025. O agente será julgado novamente pelo Tribunal do Júri após a primeira condenação, de 24 anos de prisão, ser anulada por erro no processo.

    O agente especial, que está na PF desde 2006, segue lotado na Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor) da Polícia Federal (PF) nove anos depois. Ricardo recebeu os valores acima ao ministrar curso de gestão de crise e segurança em Brasília (DF), Goiânia (GO), Paracatu (MG) e Eunápolis (BA), além de viagens para participar de outros cursos em território nacional.

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    As viagens e cursos duraram em média cinco dias e os valores pagos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública foram, em média, R$ 2 mil.

    A remuneração por ministrar curso é previsto na Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso (GECC) que é pago a servidores públicos federais pelo desempenho eventual de atividades específicas.

    O salário do servidor não é possível ser consultado no Portal da Transparência. Segundo o site do Governo Federal, a Polícia Federal não divulga alguns dados para proteger a capacidade investigativa e evitar colocar em risco operações e servidores.

    De acordo com a tabela salarial da PF, o salário de agente especial em 2025 é de R$ 21.987,38 e com o reajuste aprovado neste ano a remuneração deve subir para R$ 25.250. Por ter 19 anos como agente, estima-se que o salário ainda pode ter adicional por tempo de serviço.

    Formado em ciências econômicas, o agente tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em Segurança Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: domínio de cidades, plano de defesa, crime articulado e novo cangaço. O policial tem especialização em inteligência competitiva e contrainteligência corporativa, e MBA executivo em gerenciamento de crises.

    Após o crime, que é de conhecimento público, o policial federal também chegou a ser homenageado com uma honraria máxima das policiais militares de seis estados diferentes: Bahia, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

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    Cláudio Muller foi a vítima fatal do crime

    Reprodução/Facebook2 de 8

    Fotos do Corpo de Bombeiros no dia do crime

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    O Corpo de Bombeiros do DF atendeu a ocorrência

    Divulgação/CBMDF4 de 8

    Fotos do barco feito pela perícia da PCDF

    Reprodução/TJDFT5 de 8

    Manchas de sangue foram encontradas

    Reprodução/TJDFT6 de 8

    Manchas de sangue foram encontradas

    Reprodução/TJDFT7 de 8

    Honrarias dadas por polícias militares de outros estados ao policial federal

    Reprodução/Escavador8 de 8

    Recursos recebidos por Ricardo Matias

    Reprodução/Portal da Transparência

    O crime

    • O policial federal será julgado novamente por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e uso de recurso que impossibilitou a defesa do bancário do Banco do Brasil Cláudio Muller, aos 47 anos.
    • Além do assassinato, Matias será julgado por disparar contra Fábio Cunha, que na época tinha 37 anos e conseguiu sobreviver após tiro no peito, onde ficou com bala alojada. O agente utilizou uma pistola glock 9mm para efetuar os disparos, mas não chegou a ser preso porque nenhum policial fez o flagrante.
    • As versões contadas por testemunhas divergem em alguns aspectos, mas há um fator em comum nos depoimentos: o desentendimento entre mulheres presentes na comemoração foi o motivo da discussão que acabou na tragédia.
    • A esposa de Cláudio alega que foi agredida pela companheira do policial federal, momento em que o marido e o amigo Fábio foram tirar satisfações.
    • Já segundo o agente Rodrigues, durante a comemoração do aniversário de três mulheres na embarcação Lake Palace, houve uma confusão, e Cláudio e Fábio teriam agredido a esposa do PF. Rodrigues, então, sacou a arma e ordenou aos supostos agressores que se afastassem.
    • Ao perceber que o comando não foi atendido, o policial disparou um tiro no abdômen de cada um e, em seguida, teria pedido para que alguém solicitasse socorro.

    À época do crime, Rodrigues se entregou à 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) e confessou que tem ciência da ação e que agiu em legítima defesa. Ele entregou a arma na delegacia e foi liberado após assinar um termo, comprometendo-se a comparecer aos processos judiciais.

    Essa versão, entretanto, é contestada por testemunhas que afirmam não terem visto Rodrigues se identificar como policial. O próprio autor dos disparos admitiu ter consumido bebidas alcoólicas na noite da festa. No entanto, segundo a defesa de Rodrigues, o cliente havia consumido “apenas duas ou três taças de vinho”.

    Vítima do disparo fatal, Cláudio Muller era assessor empresarial de tecnologia de informação do Banco do Brasil, nasceu no Rio de Janeiro e foi transferido para Brasília em 1998. O homem deixou uma filha de 22 anos, do primeiro casamento, e outra de 9 anos, além da esposa e de um enteado.

    Amigo de Cláudio, Fábio Cunha chegou a pedir indenização de R$ 800 mil pelos danos causados, mas a Justiça diminuiu o valor para R$ 50 mil e condenou Ricardo Matias a indenizar o homem que também recebeu um tiro.

    Condenação anulada

    Matias chegou a ser condenado a 24 anos, nove meses e 15 dias de prisão pelo Tribunal do Júri de Brasília em 2018, mas o julgamento foi anulado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2019 após uma falha procedimental no processo.

    A condenação do plenário foi anulada em razão da “ofensa aos princípios da correlação, da plenitude de defesa e do contraditório”. Matias chegou a ter a prisão domiciliar decretada , mas foi revogada depois da anulação da decisão. Outros pedidos de prisão preventiva do MP foram negados pelo TJDFT.

    O STJ determinou o retorno dos autos da ação penal para o Tribunal de Justiça do DF para que se apreciasse as demais teses defensivas lançadas na apelação.

    A Polícia Federal chegou a abrir um processo administrativo para investigar a conduta do agente, que chegou ser recolhido ao administrativo da Dicor, perdeu o direito a utilizar arma e foi proibido de deixar o Distrito Federal sem autorização prévia da Justiça.

    Após a retomada do processo, Ricardo Matias, será julgado novamente no Júri de Brasília no próximo dia 16 de dezembro, às 9h, apesar das tentativas da defesa de cancelar um novo julgamento.

    Caso seja condenado novamente e o processo transite em julgado, o agente corre o risco de ser exonerado da Polícia Federal, conforme previsto no artigo 92 do Código Penal.

    A Polícia Federal foi procurada e não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre o processo do agente especial da Dicor. A defesa do policial federal também não foi localizada para manifestação. O espaço segue aberto para possíveis manifestações.

     

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