Celebração da morte de Jesus
Muito tempo atrás, Deus revelou uma mensagem a um profeta. Deus disse que um dia as pessoas vão viver em harmonia com a natureza. Ninguém vai ficar doente. As famílias vão construir suas próprias casas, tirar seu sustento da terra e ficar muito satisfeitas com seu trabalho. — Isaías 11:6-9; 35:5, 6; 65:21-23.
Como podemos ter certeza que isso vai acontecer? Jesus fez milagres para mostrar às pessoas que o mundo inteiro vai ser bom assim. Ele também morreu por nós. Por causa da morte dele, a tristeza vai deixar de existir e todas as promessas de Deus vão se cumprir. A morte de Jesus foi tão importante que ele mandou seus discípulos se reunirem todos os anos para lembrar da morte dele. — Lucas 22:19, 20.
Pelo calendário usado nos tempos bíblicos, o dia da morte de Jesus vai cair neste ano na terça-feira, dia 11 de abril. As Testemunhas de Jeová convidam você para estar com elas nessa data e aprender como a morte dele pode ajudar você e sua família.
As Testemunhas de Jeová convidam toda a comunidade tarauacaense para estar presente a Celebração da morte de Cristo. 
Evento bíblico gratuito dia 11 de Abril, em dois horários:
18 às 19h ou das 19:40h às 20:40h
No Salão do Reino das Testemunhas de Jeová na entrada do Bairro Avelino Leal (Bairro Novo) 
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    “Recebi, como todos receberam”, diz deputado que denunciou orçamento secreto

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    Em entrevista à coluna, o deputado José Rocha (União-BA) admitiu ter recebido recursos do chamado orçamento secreto, prática que afirmou ser comum a todos os parlamentares.

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    José Rocha é o principal denunciante da investigação do Supremo Tribunal Federal que investiga a distribuição do orçamento secreto. Em depoimento à PF, ele acusou o deputado Arthur Lira (PP-AL), então presidente da Câmara, de usar o mecanismo para beneficiar Alagoas e apontou sua então assessora Mariangela Fialek, a Tuca, como operadora do alagoano.

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    O deputado classificou como “maldade” ser chamado de delator do processo relatado pelo ministro Flavio Dino.

    A coluna revelou que José Rocha tentou direcionar sozinho R$ 152 milhões do orçamento secreto, dos quais R$ 88 milhões para sua base eleitoral, a Bahia. Pelo acordo de líderes, os recursos deveriam atender deputados de todos os partidos.

    Como foi sua conversa com o Lira?

    Ele disse que tinha um acordo com os líderes (sobre quais deputados poderiam indicar recursos do orçamento da Comissão de Integração Nacional, à época presidida por José Rocha). Se teve acordo ou não (de líderes), é ele quem vai dizer, não sou eu. E também falou que eu estava criando problema (ao não encaminhar a lista com os nomes desses deputados para o governo).

    Problema para quem?
    Não sei.

    Com os líderes?
    Eu não disse que era com os líderes, não. Você está botando coisa na minha boca.

    Na sua versão, o Lira disse que o senhor estava criando problemas. O senhor não perguntou para quem?
    Não. Por que é que eu tenho que perguntar?

    Não seria óbvio?
    É óbvio para você. Para mim, não é.

    O senhor fez uma lista paralela?
    Eu não fiz.

    No seu depoimento, o senhor diz que recebeu do Lira uma lista de indicação de emendas, que o Lira ligou para o senhor e cobrou que o senhor não estava mandando a lista para o ministério.
    Não é verdade. Não tem isso no depoimento.

    Qual a denúncia que o senhor fez?
    No meu depoimento, eu disse que recebi as listas da presidência da Casa, com uma planilha e um ofício prontos para mandar para o ministério.

    O senhor mandou para o ministério?
    A primeira lista eu mandei exatamente como estava.

    E o que ocorreu depois disso?
    Depois disso, veio uma segunda, em que tinha R$ 320 milhões para Alagoas, sem dizer o que era, e eu segurei.

    O senhor não mandou a lista para o ministério?
    Retive a lista toda. Justamente.

    Qual o volume total de recursos dessa segunda lista?
    Não me lembro.

    E como o senhor redistribuiu esses recursos da segunda lista?
    Não tinha recurso. Tinha uma relação de indicações.

    Mas as indicações eram acompanhadas de um valor…
    Correto.

    O senhor pegou esses valores e fez o quê?
    Retive.

    E o que ocorreu com essas emendas?
    Não sei.

    Mas o senhor era o presidente da comissão…
    Não sou eu que executo emenda de comissão.

    Mas é o senhor, como presidente da comissão, que tinha que mandar para o governo os nomes dos deputados e para onde o dinheiro deveria ser destinado.
    Sou eu quem administra recurso de comissão?

    Como presidente da comissão, é o senhor quem manda a lista para o governo pagar…
    Eu mando a lista. É o ministério quem paga. Eu retive a lista.

    O senhor reteve a lista do Lira e os recursos foram encaminhados para quem?
    Não sei.

    O dinheiro das emendas ficou sem uso?
    Não sei.

    Mas o senhor era o presidente da comissão…
    Presidente de comissão não mexe com recurso.

    Quem manda a lista é o presidente da comissão, deputado… O senhor refez a lista que recebeu do Lira?
    Não, senhora. Quem mexe com recursos é o ministério.

    Mas o ministério coloca o dinheiro da cabeça dele (sem ouvir a Câmara)?
    Claro que não.

    Mas, se a lista não foi enviada, o que ocorreu com essas emendas?
    Como é que eu vou saber?

    O senhor não sabia o que ocorria na comissão?
    Isso não tem nada a ver com a comissão.

    Quanto tinha de dinheiro?
    Não sei.

    O senhor só se recorda do valor para Alagoas, R$ 300 milhões?
    Não. Eu não sei só o de Alagoas, não. Você está dizendo que eu sei só de Alagoas, e isso não é verdade.

    Então me diga: quanto foi para São Paulo?
    Não sei quanto tinha.

    Quanto tinha para a Bahia?
    Não sei.

    Quanto tinha para o Ceará?
    Não sei. Está na lista.

    Quanto tinha para o Rio de Janeiro?
    Não sei.

    O Lira mandou a segunda lista e o senhor disse que reteve. Esse valor das emendas da segunda e da terceira lista o senhor mandou para onde?
    Como é que eu vou saber o que foi feito com o dinheiro?

    O senhor disse que reteve a lista do Lira… O que foi feito com o dinheiro?
    Quando eu retive, a Piauí me fez uma entrevista. O Dino leu a reportagem e mandou bloquear todas as emendas de comissão que não tivessem identificação. Eu fui ao Dino e disse que havia emendas que estavam identificadas. Ele me disse: “As que estão identificadas você manda para o ministério, que manda para a CGU, que eu autorizo todas”. As que tinham identificação eu mandei para o ministério, e o Dino autorizou pagar todas.

    As que tinham identificação eram da lista do Lira?
    A lista veio do presidente.

    A lista do presidente tinha identificação?
    Algumas. Como essa de Alagoas não tinha.

    Dos R$ 1,125 bilhão, quanto tinha identificação?
    Não sei.

    O senhor diz que nunca fez uma lista própria?
    Nunca fiz lista.

    O Elmar Nascimento, líder do União à época, nunca cobrou do senhor que respeitasse o acordo de líderes?
    Não. Não tratei com Elmar sobre isso.

    O senhor recebeu emendas do orçamento secreto?
    Sim. Recebi, como todos receberam. Não é José Rocha, não. Eu e todos recebemos.

    As suas emendas estavam identificadas?
    Estavam identificadas.

    Qual era o papel da Mariangela Fialek (Tuca) nesse processo?
    A Tuca não manda dinheiro para ninguém. Ela envia as planilhas que o presidente determina que ela envie. Tuca não manda dinheiro, não manda emenda para ninguém. Ela é apenas uma funcionária que recebe ordem do presidente.

    E o senhor vê crime nisso?
    Eu não. Nenhum.

    O senhor acusa o Lira de participar de esquema de corrupção?
    Nunca acusei.

    E a Tuca?
    Também nunca acusei.

    O que tem de ilegal no que o senhor narrou para a PF?
    Quem disse que tem algo ilegal? Não faço juízo de valor. Eu depus o que a polícia me perguntou. A minha indignação é com uma matéria que me coloca como delator. Repilo isso veementemente. Nunca fiz nada errado na minha vida. Tenho 12 mandatos de deputado, não tenho denúncia, processo. Não é a mesma coisa de Arthur Lira. Minha história não se combina com a de Lira.

    O senhor tem alguma questão pessoal com Lira?
    Não. Ele é que tem comigo. A história é que eu, como membro da Comissão de Relações Exteriores, fui selecionado para a COP. Ele não despacha meu nome para ir à COP. Eu perguntei a ele, ele disse que já tinha autorizado 30 deputados e não autorizaria mais ninguém. Eu levantei, saí e nunca mais falei com ele. Só quando ele me ligou para falar da lista, dizendo que eu estava criando problema.

    O senhor deixou de falar com ele porque ele não autorizou sua viagem?
    Não.

    O senhor deixou de falar com ele por quê?
    Porque eu não quis. Não tenho que dar satisfação.

    O senhor considera um inimigo do Lira?
    Não. Ele é que deve me ter como inimigo, eu não.

    Que sentimento o senhor ficou com relação a isso?
    Nenhum.

     

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