O início do ano é marcado pelo aumento no número de pessoas que retornam ou começam a frequentar academias, motivadas por metas de saúde e qualidade de vida. Esse movimento, no entanto, costuma vir acompanhado de um crescimento nos casos de dores e lesões musculoesqueléticas, especialmente entre quem passou muito tempo sem ir aos treinos.
Leia também
-
Sem descamar: cuidados com a pele para enfrentar o verão
-
Como evitar lesões esportivas no verão e treinar com segurança
-
O que fazer ao treinar no verão para evitar problemas de saúde
-
Verão: como o contato com sol, mar e natureza fortalece corpo e mente
Segundo o professor do curso de Fisioterapia da Faseh, José Roberto Carvalho Barbosa, a empolgação excessiva é um dos principais fatores que levam aos problemas nesse período. Começar os treinos com intensidade elevada, sem respeitar o tempo de adaptação do corpo, aumenta significativamente o risco de lesões. A falta de aquecimento antes das atividades e a negligência com os alongamentos, principalmente ao final do treino, também contribuem para esse cenário.
Clique aqui para seguir o canal do Metrópoles Vida&Estilo no WhatsApp
Outro erro comum, de acordo com o fisioterapeuta, é priorizar apenas exercícios de força, deixando de lado as atividades cardiovasculares, que são importantes para o condicionamento geral. Além disso, descanso inadequado entre os treinos, hidratação insuficiente e a ausência de um plano de treinamento individualizado impactam diretamente na segurança da prática esportiva.
Confira as lesões mais frequentes na volta aos treinos
Entre as lesões mais frequentes no início do ano estão estiramentos e rupturas musculares, dor muscular tardia, tendinites e bursites, geralmente associadas à sobrecarga, movimentos repetitivos ou execução incorreta dos exercícios. Também são comuns entorses, especialmente de tornozelo, além de problemas articulares que atingem joelhos, ombros, cotovelos e a coluna. Segundo José Roberto, essas ocorrências são mais frequentes nas primeiras semanas porque o corpo ainda não está preparado para determinadas cargas e intensidades.
A avaliação fisioterapêutica antes do início da rotina de treinos é apontada como uma importante ferramenta de prevenção. Por meio dela, é possível identificar limitações musculares e articulares, alterações posturais, desequilíbrios de estabilidade e padrões de movimento inadequados, além de considerar fatores como idade, histórico de lesões e presença de doenças crônicas.

Para quem está retomando a prática de exercícios, o professor orienta começar com baixa intensidade e evoluir de forma gradual, sempre com acompanhamento profissional. A execução correta dos movimentos deve ser priorizada, mesmo que isso signifique utilizar cargas menores. Dores e desconfortos não devem ser ignorados, e o descanso, aliado à boa hidratação, faz parte do cuidado com a saúde.
Ao falar sobre metas para o novo ano, José Roberto reforça a importância do equilíbrio entre motivação e segurança. Objetivos realistas, constância e respeito aos momentos de recuperação são fundamentais para manter a prática de atividades físicas ao longo do ano sem comprometer o bem-estar.