O homem que ameaçou o delegado-chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA/Cepema), Jonatas Silva, mora na Asa Norte (DF) e acumula 31 passagens pela polícia por crimes como tentativa de homicídio, lesão corporal, estelionato e ameaças.
Em uma das mensagens enviadas ao policial, ele disse: “Me denunciar? Eu matei tantas pessoas dentro do presídio”. O homem continuou: “Se me denunciar, eu te mato na rua”.
Veja as imagens:
Mensagem da ameaça
Imagem cedida ao Metrópoles
Jonatas Silva, delegado da DRCA
Reprodução / Redes sociais
Delegado é ameaçado por morador da Asa Norte
Reprodução / Redes sociais
Segundo o delegado, a ameaça de morte foi enviada por uma mensagem direta, o direct Instagram, em 14 de dezembro. Jonatas Silva só visualizou o texto na noite dessa terça-feira (30/12). Logo depois, registrou boletim de ocorrência e comunicou ao comando da PCDF.
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Mais detalhes:
- Segundo relatos de testemunhas, o investigado é visto constantemente andando armado e há suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e prática de discurso homofóbico.
- Todas as providências legais estão sendo adotadas para resguardar a integridade do delegado ameaçado.
- Na mensagem, o autor afirmou ter praticado homicídios no interior do sistema prisional e declarou, de forma explícita, que mataria o delegado-chefe caso fosse denunciado.
- Configurando segundo a PCDF, ameaça direta, concreta e reiterada contra autoridade policial no exercício de suas funções.
“A Polícia Civil do Distrito Federal reafirma que ameaças não intimidam o Estado e não interferirão na atuação firme e técnica da DRCA no cumprimento de sua missão institucional”, garantiu a PCDF.
Duas ameaças
Jonatas conduz a DRCA há dois anos. Esta foi a primeira ameaça recebida pelas redes sociais. No entanto, também recebeu uma pessoalmente durante a prisão de um suspeito.
Segundo o delegado, as intimidações não vão mudar o trabalho da DRCA. “Interpreto essa ameaça como um sinal de que a delegacia está fazendo o trabalho correto, que precisa ser feito”, destacou.
Crimes
Além dos maus-tratos, a DRCA investiga crimes como tráfico e exploração de animais. “Quem tenta calar uma autoridade policial não ataca uma pessoa, ataca a própria Justiça”, completou.
Segundo o delegado, ameaças não intimidam o Estado. “Nosso compromisso permanece inalterado, proteger os animais, cumprir a lei e defender a sociedade”, frisou.
