O Acre registra um déficit habitacional estimado em 30.893 moradias, conforme dados referentes a 2023 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Cadastro Único (CadÚnico), consolidados em levantamento elaborado pela Fundação João Pinheiro (FJP). O estudo integra o diagnóstico nacional sobre a situação da habitação no Brasil e considera domicílios particulares permanentes e improvisados.
Do total de moradias em déficit no estado, 24.788 estão localizadas em áreas urbanas, enquanto 6.105 concentram-se na zona rural. O déficit habitacional relativo no Acre é de 10,6%, índice que representa a proporção de domicílios em condições inadequadas em relação ao total existente.
Na Região Norte, o déficit habitacional alcança 728.906 moradias, das quais 583.985 estão em áreas urbanas e 144.921 em áreas rurais. O déficit relativo regional é de 11,9%, percentual superior ao registrado no Acre. Estados como Amazonas e Amapá apresentam índices ainda mais elevados, com 14,7% e 17,7%, respectivamente.
Em números absolutos, o Amazonas contabiliza 191.082 moradias em déficit, enquanto o Pará registra 326.749, liderando o ranking regional. Já em termos proporcionais, Amapá (17,7%), Roraima (14,9%) e Amazonas (14,7%) apresentam os maiores déficits relativos. Rondônia e Tocantins, por sua vez, possuem os menores percentuais da região, ambos com 8,1%.
