É possível sentir prazer intenso — e até chegar ao orgasmo — sem qualquer estímulo físico direto. Sexóloga e ginecologista explicam que o orgasmo é comandado pelo cérebro e pode ser ativado apenas pela mente, quando há excitação, foco e relaxamento.
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A seguir, cinco formas de acessar esse tipo de experiência, com base nas entrevistas concedidas ao Metrópoles da psicóloga, sexóloga e mentora de casais Ana Paula Nascimento e da ginecologista Beatriz Tupinambá.
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1. Fantasia sexual
A imaginação é um dos principais gatilhos do orgasmo sem toque. Fantasias, imagens mentais, memórias, histórias ou até estímulos auditivos ativam no cérebro os mesmos circuitos de prazer do estímulo físico. “O prazer nasce no cérebro. Quando a mente entra em excitação profunda, o corpo responde”, explica Beatriz Tupinambá.
2. Respiração consciente
Respirar de forma profunda e ritmada aumenta a oxigenação do corpo, ajuda no relaxamento e intensifica a percepção das sensações internas. Para Ana Paula Nascimento, a respiração é uma ferramenta essencial para direcionar a energia sexual e manter o foco no prazer, sem distrações externas.
Pode levar tempo e prática para “sintonizar” com as sensações e aprender a controlá-las
3. Contrações do assoalho pélvico
A contração e o relaxamento voluntário dos músculos do assoalho pélvico, como nos exercícios de Kegel ou no pompoarismo, ajudam a intensificar a excitação. Essas contrações estimulam respostas fisiológicas involuntárias associadas ao orgasmo, mesmo sem contato físico direto.
4. Meditação e atenção plena
Práticas de meditação e mindfulness, com foco nas sensações corporais e no momento presente, ampliam a conexão entre mente e corpo. Segundo as especialistas, estar presente, sem julgamentos ou autocobrança, facilita o acesso ao prazer e ao clímax.
5. Foco mental e relaxamento
Concentração e relaxamento caminham juntos. A mente organiza a excitação e o prazer, enquanto o relaxamento bloqueia ansiedade, vergonha e estresse — fatores que dificultam a resposta sexual. “A mente é o principal órgão sexual”, afirma Beatriz. Ana Paula reforça que o treino mental e o autoconhecimento fortalecem essa capacidade ao longo do tempo.
Esse fenômeno é frequentemente chamado de “orgasmo mental” ou “orgasmo sem toque” e envolve uma interação complexa entre corpo e mente
As especialistas destacam que qualquer pessoa pode vivenciar o orgasmo sem toque, independentemente de gênero ou idade. A diferença está no autoconhecimento, na liberdade de sentir prazer e na disposição para explorar novas formas de conexão entre mente e corpo. Além de ampliar o repertório sexual individual, essa experiência pode reduzir a pressão por desempenho e aprofundar a intimidade nas relações a dois.
