A implosão do icônico Torre Palace Hotel, marcada para 25 de janeiro, ganhou um ar de “mistério” depois que uma grande faixa foi colocada em uma de suas laterais, na área central de Brasília.
O acessório, além de reforçar a data da implosão, contém a frase “quando tudo vai ao chão, algo grandioso chega…”.
Além da faixa gigante, é possível perceber que os trabalhos do processo de implosão já tiveram início, com a demolição das paredes dos primeiros andares do prédio.
A implosão
O Torre Palace Hotel foi adquirido por um grupo do ramo hoteleiro que pretende erguer um novo empreendimento no local.
A implosão será executada pela empresa RVS Construções e Demolições, e, segundo dados técnicos da empresa responsável, foram realizados 938 furos estruturais, com o uso de 165,56 quilos de explosivos do tipo Ibegel SSP.
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O material explosivo será instalado nos pavimentos térreo, 1º, 2º, 3º e 7º, totalizando 600,78 metros perfurados nos pilares. O colapso foi projetado para ocorrer com leve inclinação para o leste, reduzindo a dispersão de resíduos em direção ao Eixo Monumental.
A operação contará com apoio da de forças de segurança do DF. No dia da implosão, haverá evacuação preventiva dos hotéis mais próximos, localizados à frente e na lateral do edifício.
Adiamento
Inicialmente marcada para 21 de dezembro de 2025, a implosão foi adiada para 25 de janeiro a pedido do Exército Brasileiro, órgão responsável pela logística, autorização e fiscalização do uso de explosivos no país. O objetivo é organizar melhor a logística da implosão.
Além de autorizar o uso do material, o Exército pode atuar de forma integrada com outros órgãos para garantir o isolamento do perímetro, prevenir acidentes e assegurar que a implosão ocorra sem riscos à população ou interferências externas.
Motivo da implosão
Fechado desde 2013, o Torre Palace foi idealizado pelo empresário libanês Jibran El-Hadj. Com 14 andares, 140 apartamentos e vista privilegiada para o Eixo Monumental, o hotel hospedou autoridades, diplomatas e empresários durante décadas.
Após a morte do fundador, o prédio entrou em decadência, encerrou as atividades e passou a sofrer invasões e depredações, tornando-se ponto de insegurança e deterioração urbana.
