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    Governo Lula fará nova reunião sobre ataque dos EUA à Venezuela

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    O governo federal realizará, no fim da tarde deste sábado (3/1), uma nova reunião para tratar do ataque dos Estados Unidos à Venezuela e da captura do presidente Nicolás Maduro. O encontro será coordenado pelo Itamaraty, por videoconferência, e deve reunir novamente ministros e assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    “O ministro das Relações Exteriores informou ainda que está em permanente contato com a Embaixada do Brasil na Venezuela para o acompanhamento da situação interna. Nova reunião está prevista para o final da tarde de hoje para a atualização da situação. A reunião será aqui no Itamaraty, por videoconferência, como foi esta agora de dia”, disse a embaixadora e ministra substituta das Relações Exteriores Maria Laura da Rocha.

    Mais cedo, o Palácio do Itamaraty sediou uma reunião de emergência convocada após o anúncio do ataque norte-americano. Participaram o ministro da Defesa, José Múcio; a ministra interina das Relações Exteriores, embaixadora Maria Laura da Rocha; a ministra interina da Casa Civil, Miriam Belchior; além de diplomatas do Itamaraty e da Presidência da República.

    Os titulares do Itamaraty, Mauro Vieira, e da Casa Civil, Rui Costa, estão afastados do cargo por férias.

    Lula acompanhou a reunião de forma remota. O presidente está na Restinga de Marambaia, base da Marinha no Rio de Janeiro, onde uma sala foi preparada para que ele pudesse monitorar as discussões. O petista avaliava manter o recesso até segunda-feira (6/1), mas “aguarda a evolução dos fatos” para decidir se retorna antes a Brasília.

    Lula condena ataque

    Em publicação nas redes sociais, Lula condenou o ataque dos Estados Unidos. Para o presidente, a ação “ultrapassa uma linha inaceitável”.

    “Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou. Ele acrescentou que “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade”.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter capturado Nicolás Maduro e o levado para fora da Venezuela, junto com a esposa, Cília Flores. Segundo ele, a operação incluiu um ataque à capital Caracas.

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    EUA ataca Caracas, capital da Venezuela

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    Nicolás Maduro

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    O ditador Nicolás Maduro e Lula

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    Lula e Maduro se encontram antes da cúpula dos países sul-americanos

    Hugo Barreto/Metrópoles

    “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”, disse Trump na rede Truth Social. Ele informou ainda que dará uma coletiva de imprensa às 13h, no horário de Brasília.

    A procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi, declarou que Maduro foi indiciado e será julgado por uma Corte em Nova York por “narcoterrorismo”.

    Reação do governo venezuelano

    O governo venezuelano afirmou rejeitar o que chamou de “grave agressão militar” dos Estados Unidos nas regiões de Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Em comunicado, Maduro declarou emergência nacional.

    “Todo o país deve se mobilizar para derrotar essa agressão imperialista”, diz o texto. O governo também convocou “todas as forças sociais e políticas” a ativarem planos de mobilização. Segundo a nota, o povo venezuelano e a Força Armada Nacional Bolivariana estariam “mobilizados para garantir a soberania e a paz”.