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    Marina critica intervenção militar dos EUA e defende solução diplomática

    Por Ac24horas.com

    A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, se posicionou na tarde deste sábado, 03, sobre a ofensiva militar dos Estados Unidos em solo venezuelano e a prisão do presidente Nicolás Maduro. Em publicação nas redes sociais, a ministra, que é acreana, condenou a intervenção armada e defendeu que a crise na Venezuela seja enfrentada por meios diplomáticos e multilaterais.

    No texto, Marina reconhece a existência de graves problemas no governo venezuelano, mas afirma que isso não justifica uma ação militar estrangeira. Segundo ela, divergências políticas, erros de gestão, retrocessos democráticos e práticas autoritárias não podem servir de argumento para violar princípios fundamentais do direito internacional.

    A ministra ressaltou que ações desse tipo violam a Carta das Nações Unidas e reabrem feridas históricas na América Latina e no Caribe, marcadas por intervenções externas ao longo do século XX. Para Marina Silva, a defesa da democracia e dos direitos humanos não pode ocorrer por meio da força ou da imposição do poder militar.

    “A defesa da democracia, dos direitos humanos e das liberdades fundamentais não pode ser feita por meio da força, da violação da soberania ou da lógica do ‘mais forte’. Caminhos autoritários não se combatem com mais autoritarismo, nem crises políticas se resolvem com bombas”, afirmou.

    Marina também destacou que, na sua avaliação, a única via legítima e duradoura para enfrentar a crise venezuelana passa pelo diálogo, pelo multilateralismo e por uma atuação firme da comunidade internacional, especialmente no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU).

    Ao final da manifestação, a ministra defendeu que o Brasil mantenha sua tradição diplomática e atue como agente de pacificação na região. Segundo ela, o país deve seguir empenhando esforços diplomáticos para a retomada da democracia na Venezuela, o fortalecimento da cooperação entre os povos e a preservação da América Latina como uma zona de paz.