A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, afirmou, neste sábado (3/1), que apesar dos diversos motivos para condenar o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, “a soberania dos Estados jamais é negociável, independentemente de seu tamanho, poder ou continente. É inviolável e sagrada”.
De acordo com ela, a renúncia da soberania nacional é um “perigo mortal para a humanidade”.
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“Havia mil razões para condenar o regime de Nicolás Maduro: comunista, oligárquico e autoritário, ele impôs ao seu povo, por muitos anos, um jugo sufocante que mergulhou milhões de venezuelanos na miséria — quando não os forçou ao exílio”, disse Le Pen nas redes sociais.
Ela avaliou que agora é preciso esperar que a voz do povo venezuelano seja ouvida o mais breve possível.
“Cabe a eles recuperar o poder de definir, de forma soberana e livre, o futuro que desejam construir como nação”.
Il existait mille raisons de condamner le régime de Nicolas Maduro : communiste, oligarchique et autoritaire, il faisait peser sur son peuple, depuis de trop longues années, une chape de plomb qui a plongé des millions de Vénézuéliens dans la misère – quand il ne les contraignait…
— Marine Le Pen (@MLP_officiel) January 3, 2026
Na manhã deste sábado, os Estados Unidos invadiram a Venezuela e capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Ambos estão a caminho de Nova York neste momento, segundo informações da Casa Branca. A invasão aconteceu sob justificativa de que Maduro é líder de cadeias de narcotráfico.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também condenou a ação americana. De acordo com ele, os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável.
“Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou.
Ele disse também que a ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.
A Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia (UE) também se manifestaram contra a atuação dos EUA.
