O partido a Missão, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), acionou o Ministério Público Federal para investigar o pagamento adicional de até R$ 300 mil no salário de um grupo de 800 servidores públicos do Senado Federal.
A remuneração extra foi revelada pela coluna Andreza Matais, que apurou que o Senado destinou R$ 46 milhões em benefícios aos servidores em 29 de dezembro.
No pedido feito ao Ministério Público, Renan dos Santos, presidente da Missão, afirma que os fatos podem configurar atos de improbidade administrativa.
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Formalmente chamada de Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI), essa remuneração consiste em um pagamento adicional aos salários para manter benefícios que haviam sido extintos na carreira.
A coluna teve acesso a um documento que mostra que o sindicato contratou advogados para atuar na ação de derrubada do veto, com remuneração fixada em 10% do total arrecadado com as VPNIs.
Esse desembolso integra o cálculo que elevou o montante total das remunerações, cujo valor detalhado não foi oficialmente divulgado pela Casa.
Para a Missão, a contratação do escritório de advocacia também precisa ser rigorosamente apurada.
O partido solicita que o Ministério Público peça ao Senado informações detalhadas sobre os pagamentos efetuados e adote medidas judiciais caso sejam constatadas irregularidades.
