O falecimento de um jovem de 27 anos, em decorrência de complicações causadas pela leptospirose, nesta quarta-feira (21) acendeu um sinal de alerta em Sena Madureira, no interior do Acre. O caso gerou comoção e preocupação entre moradores, especialmente por se tratar de uma doença que está diretamente ligada às condições ambientais e pode ser evitada com medidas preventivas.
A leptospirose é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Leptospira, transmitida principalmente pelo contato com água, lama ou solo contaminados pela urina de animais infectados, sobretudo ratos. A contaminação é mais comum em períodos de chuvas intensas, alagamentos e enchentes, quando a bactéria se espalha com maior facilidade.
Os sintomas iniciais da doença podem se confundir com os de outras enfermidades, o que dificulta o diagnóstico precoce. Entre os sinais mais comuns estão febre alta, dor de cabeça, dores musculares intensas, principalmente nas panturrilhas, náuseas, vômitos e calafrios. Em casos mais graves, a leptospirose pode evoluir para insuficiência renal, hemorragias, icterícia (olhos e pele amarelados) e até levar à morte.
A prevenção passa principalmente por evitar o contato com água de enchentes, lama e locais com presença de lixo acumulado. Também é fundamental manter os ambientes limpos, acondicionar corretamente o lixo, combater a presença de roedores e utilizar equipamentos de proteção, como botas e luvas, ao realizar limpeza em áreas alagadas ou úmidas.
Autoridades de saúde reforçam que, ao apresentar sintomas suspeitos, a população deve procurar imediatamente uma unidade de saúde, pois o diagnóstico e o tratamento precoces aumentam significativamente as chances de recuperação. O caso reacende a importância de ações preventivas e de conscientização, tanto por parte do poder público quanto da população, para reduzir os riscos da doença e evitar novas perdas em Sena Madureira.

