A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o país não se renderá aos Estados Unidos, apesar da operação militar que culminou na captura de Nicolás Maduro. A manifestação aconteceu neste sábado (3/1).
“Estamos prontos para defender a Venezuela e os nossos recursos nacionais e energéticos”, disse Delcy durante reunião no Conselho de Defesa do país, em Caracas.
Em meio a incertezas sobre o futuro político do país — do qual Donald Trump já anunciou que os Estados Unidos vão assumir o comando até a transição —, Delcy afirmou que “só existe um presidente neste país [Venezuela], e seu nome é Nicolás Maduro Moros”.
De acordo política de 56 anos de idade, a operação dos EUA em território venezuelano busca uma “mudança de regime” no país, cujo objetivo seria “se apoderarem de nossos recursos energéticos, minerais e naturais”.
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“O que se passou foi uma barbárie. Se há algo que o povo venezuelano e este país têm certeza, é que nunca mais seremos escravos. Nunca mais seremos colônia de qualquer império”, declarou.
Por isso, Delcy afirmou que todo o poder nacional da Venezuela foi acionado, com o objetivo de defende a soberania nacional.
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Mesmo com o tom duro das declarações, a vice-presidente venezuelana afirmou que o país está disposto a “relações de respeito”, baseadas na “legalidade internacional”.
“É a única coisa que aceitaremos como relacionamento depois de ter atentado e agredido militarmente a nossa amada nação”, destacou Rodríguez.
Segundo o presidente dos EUA, a vice de Maduro está trabalhando com Washington após Maduro ser retirado do poder. Até o momento, contudo, ainda não está claro quais negociações estão em curso.
Mais cedo, Trump afirmou que os EUA vão governar a Venezuela de forma interina até uma transição política no país. Além disso, o líder norte-americano declarou que Washington vai se envolver fortemente com o petróleo venezuelano.petro
Após ser capturado por militares norte-americanos, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão sendo encaminhados para os EUA. Lá, os dois devem ser julgados por crimes ligados ao tráfico de drogas — cujas provas da real ligação ainda não foram divulgadas por Washington.
