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    Polícia cava buraco de 17 metros em busca por desaparecida em SP

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    A Polícia Civil de Bauru, no interior de São Paulo, procura Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, desaparecida desde o dia 22 de dezembro. A investigação apura possível latrocínio e prendeu um casal suspeito.

    Até a manhã deste sábado (3/1), a mulher ainda não havia sido localizada e as autoridades concentram as buscas em um poço desativado da uma propriedade rural onde a vítima morava, na região de Rio Verde, em Bauru. As escavações já chegaram a cerca de 17 metros de profundidade.

    A Prefeitura do município auxilia nas buscas.

    Desaparecimento e suspeita de latrocínio

    Segundo a polícia, Dagmar morava sozinha em um sítio, onde, em outra casa, também residia a família de um casal de caseiros, identificados como Paulo e Daniela.

    Durante as investigações, autoridades constaram que o veículo da vítima não estava mais na propriedade. Os caseiros também haviam deixado o local. De acordo com a polícia, os suspeitos saíram do imóvel “abruptamente, abandonando a residência em condições de desordem e aparente abandono, circunstâncias que reforçaram a linha investigativa”.

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    No dia 22 de dezembro, data do desaparecimento de Dagmar, a polícia localizou o veículo dela na cidade de Tatuí, a 200 quilômetros de Bauru. Segundo as investigações, o carro havia sido trocado pelos suspeitos por uma caminhonete S10.

    Ainda de acordo com as autoridades, após essa troca, os suspeitos voltaram para Bauru, onde fizeram uma nova negociação, desta vez trocando a caminhonete por um Astra. Após esta constatação, a polícia pediu a prisão temporária de Paulo e Daniela. O casal foi preso em Itararé, no Paraná, na noite do dia 24 de dezembro, no momento em que tentavam troca o Astra por um outro veículo, um Kadett.

    Em entrevista preliminar, os suspeitos admitiram parcialmente o crime, porém, segundo a polícia, preferiram ficar em silêncio no interrogatório formal.